DESPERDÍCIO, TEU NOME É BRASIL !

Postado por Valentin  FerreiraPrejuízos abissais são causados pela mais absoluta vaidade na troca desbragada e desregrada de muitos.

Quantas pessoas do mais alto calibre intelectual e técnico são postas ao largo.

Por Eleonora Santa Rosa* / Dom Total

Um dos indicadores do nosso subdesenvolvimento é o desperdício de talentos. Um estupor o que acontece, particularmente no âmbito do serviço público. Quantas pessoas do mais alto calibre intelectual e técnico são postas ao largo quando da mudança de administração, “alocadas” literalmente nos corredores, às portas dos “almoxarifados”, perseguidas, desconsideradas e punidas pelas qualidades que detêm.

Prejuízos abissais são causados pela mais absoluta vaidade na troca desbragada e desregrada de muitos como ilustração direta do poder de mudar tudo e todos, sem antes sobrepesar as consequências da descontinuidade dos processos, da interrupção de pesquisas e de trabalhos de alta complexidade, de inteligência estratégica etc.

Substituições que ocorrem a rodo, quase sempre por militantes despreparados, por apaniguados, por aparentados, por amigos do peito de grande intimidade com a autoridade e nenhuma em relação à função pública designada. Tristeza infinita pela cota partidária a ser cumprida independentemente da afinidade e da competência requeridas a bem do serviço público.

Impossível dimensionar a dívida acumulada por décadas de sabedoria desperdiçada, de conhecimento menosprezado, em grande parte pela incapacidade de discernimento e de entendimento do que está em jogo. Quanta gente de peso, de respeito, que honraria qualquer país, estado ou cidade, maltratada, precocemente afastada por aposentadorias quase compulsórias, impostas como condição de sobrevivência, ou desempregada em busca de chance de reinserção, na humilhante posição de pedinte.

A desimportância do lugar do nosso país nos principais fóruns mundiais é patente e crescente assim como o agravamento da crise de gestão e representação nas três esferas da Federação, muitas vezes, pela mais pura e inconteste incompetência.

Infindáveis exemplos poderiam ser desfiados e ecoados nas mais diversas áreas. Infelizmente, para isso, o espaço necessário seria incalculável.

(*)jornalista e produtora cultural.

 

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