CENTRO-ESQUERDA VENCERÁ EM 2018 COM LULA OU SEM LULA. Por Alexandre Tambelli

Postado por Valentin Ferreira

 

Se as eleições acontecerem e forem dentro da normalidade com os resultados corretos aceitos pelos que deram o Golpe, vencerá a candidatura de Oposição ao Golpe.

Não podemos esquecer que todo o aparato midiático oligopolizado e Judiciário aliado nem com Mensalão e Lava-Jato foi capaz de evitar que os brasileiros dessem a vitória ao candidato do PT em 2014.

Em uma Eleição de 2018 a situação ficou mais confortável para uma candidatura de centro-esquerda nos moldes Lula e/ou Dilma. Por quê? As reformas e o caos social consolidam-se.

Querem cabo eleitoral mais negativo do que a Reforma Trabalhista? Não existe. 

O candidato que disser que vai propor um referendo revogando as medidas impopulares e antinacionais de Temer & Congresso será vencedor, terá chances de vencer (em caso de ter mais de 1 candidato de oposição ao Golpe e ao legado Temer).

E como ficará a candidatura da direita ou extrema-direita que tiver de se comprometer com o Eleitor em dizer do referendo revogatório e na posse não realizá-lo, tergiversar, abandonar a promessa de campanha? Será que dura quanto tempo no Poder, o brasileiro ficará sempre calado, aceitando “mentiroso” no Poder?

Vivemos uma realidade em que se podem haver comparações dos tempos de bonança até o primeiro mandato da Presidenta Dilma e o período do Golpe.

Se nem a Lava-Jato conseguiu destruir o PT e o Lula não será uma campanha eleitoral que o fará. Será o contrário, o PT e o Lula tendem a crescer em 2018.

Nós precisamos pensar que o eleitorado brasileiro é + ou – dividido em 30% de anti-petismo (contando aqui extrema-direita e extrema-esquerda), 30% de eleitores que vão com o PT em qualquer circunstância e 40% de eleitores que votam pelo bolso. Conta feita retirando os votos brancos e nulos + abstenções que não entram na contagem dos votos válidos.

O Golpe tirou todas as chances de uma vitória dos golpistas e aliados do Golpe.

Uma campanha centrada na revogação da Reforma Trabalhista, do retorno do FIES e do Ciência Sem Fronteiras, da revogação do congelamento por 20 anos do orçamento público, da volta dos investimentos públicos na construção civil, na indústria pesada, na Petrobrás, na indústria Naval e de Defesa, no setor de óleo e gás, na garantia da volta da geração de empregos, no aumento do salário mínimo acima da inflação, na contenção dos aumentos dos preços da gasolina, do gás, da energia elétrica, etc. como ficaria a candidatura da direita ou extrema-direita, aliada do mercado e do Imperialismo?

Nós precisamos, penso eu, dissociar militância de rua, capacidade de organização para reivindicar direitos, da ideia de que por isto o brasileiro concorde com o que está acontecendo e que o brasileiro não sabe votar. Não é correta a afirmação. Foram 4 eleições vencidas mesmo com todo o aparato midiático-judicial oligopolizado e capitaneado pela Rede Globo & Cia. para que não vencessem as eleições Lula, Dilma e o PT.

O “poste” de Lula venceu 2 eleições contra tudo e contra todos. Por que outro “poste” na atual conjuntura de caos econômico-social não vencerá?

Tendo eleições dentro da normalidade e sem fraudes a centro-esquerda vencerá. E se me falarem, mas vão apelar para todo tipo de moralismo religioso, moralismo ligado à temática da honestidade, aos direitos civis e aos costumes eu digo, mesmo assim não vai adiantar.

Serra em 2010 e 2012 tentou e não deu certo. 2014 não funcionou com o radicalismo na internet de alguns pastores neopentecostais, só dando certo em 2016 numa excepcionalidade do pós-golpe e de um transe social, quando a Lava-Jato atingiu seu ápice e a perseguição ao Lula, à Dilma e ao PT foi até a estratosfera e a sociedade do ódio estava em pleno funcionamento.

Hoje, se observarmos as pesquisas de opinião sobre as reformas de Temer dá mais de 80% de desaprovação e o seu Governo sobrevive na margem de erro de pesquisas, tendo aprovação de 3% se tanto.

Não confundamos o que surgiu da Lava-Jato desembocando no fenômeno Bolsonaro com o eleitorado num todo. Bolsonaro adentrou na classe média e médio-alta tradicional e, talvez, num pedaço do eleitorado ligado ao fundamentalismo religioso, que, no final das contas, já era anti-petista e nunca foi o eleitorado do voto pelo bolso. Estão, muito mais, nos 30% anti-petistas e em parte do eleitorado fundamentalista religioso, penso eu, os votos em Bolsonaro, ali ficarão.

Por isto não vencerá e assumirá as rédeas do Governo a centro-esquerda em 2018 em 5 hipóteses:

1) Não deixarem nenhum candidato dela concorrer;

2) Se criarem um semipresidencialismo;

3) Se criarem o parlamentarismo;

4) Se não houver eleição;

5) Se derem um Golpe Militar (opção desesperada).

E para as hipóteses 2 e 3 darem certo precisam, os golpistas, combinar com os russos, porque quem pode garantir que o poder econômico vai ser capaz de construir uma maioria parlamentar da turma do Golpe? A probabilidade de um Congresso com maioria progressista, de centro-esquerda e nacionalista tem tudo para vingar.

Se me perguntarem o caminho para a vitória se confirmar em 2018, casando voto no executivo e legislativo, será preciso menos marquetagem e mais diálogo direto com a população e estar mais próximo do eleitorado, saindo das bolhas virtuais e seus algoritmos a militância pró outro Brasil, soberano, com Justiça Social e desenvolvido.

O eleitor está em busca do verdadeiro candidato, contrário aos passos econômicos, sociais, culturais, etc. dados pelo Golpe, cabe à centro-esquerda dar a ele o caminho e dizer na urna que somos nós os anti reformas e que estamos ligados à volta dos direitos sociais, da valorização da Educação pública, do direito ao consumo e lazer para além do básico, se muito, e da inclusão e ascensão social das classes menos favorecidas.

Cuidemos de não ir fazer aliança com quem vai se colar na imagem de Lula e/ou de seu candidato no santinho eleitoral e não ser o candidato dos que vão estar na luta do nosso lado após a eleição.

Sabemos que para se eleger anda valendo dizer o que bem entender, se fingindo contra Temer e votar tudo o que seu Governo aliado do mercado, dos capitalistas mais radicais e suas corporações e do Império e grandes potências.

Lula ou o candidato de Lula e/ou apoiado por Lula em 2018 vencerá.

PS.: Sempre lembrando que o eleitorado que vota pelo bolso (40%) pode ir na direção do Governo ou da Oposição. No tempo do PT se convencia parte desse eleitorado do voto pelo bolso que nada funcionava com Lula ou Dilma, se convencia, via mídia oligopólica, a votar no candidato do PSDB, o da oposição, como chance de melhorar as coisas.

Hoje, como convencer do contrário, que votar na continuidade do que está ai é bom? A margem de aprovação do Governo Temer dá 95% de votos pra oposição, certo? Antes, dava, se tanto, quando do período das eleições de 2014 e a Lava-Jato, a chance de ter menos de 50% de votos para a oposição.