POR QUE O “ABUSO DE AUTORIDADE” TEM DADO TANTA DOR DE BARRIGA NA LAVA JATO?

Por Esmael Moraes

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vota nesta quarta-feira (26) o relatório do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que pune abuso de autoridade de agentes públicos.

O texto incrimina apenas os maus agentes públicos, tirando o papel de “Deus” que lhes era atribuído pelo Estado. Continue lendo “POR QUE O “ABUSO DE AUTORIDADE” TEM DADO TANTA DOR DE BARRIGA NA LAVA JATO?”

MAIS DE 40 MIL JUÍZES E MINISTÉRIO PÚBLICO SE POSICIONAM CONTRA REFORMA TRABALHISTA

Em nota, magistrados afirmam que se trata de retirada de direitos e precarização do trabalho

Por Brasil de Fato

Diversas frentes e Associações de juristas, que congregam mais de 40 mil magistrados, se uniram ao Ministério Público e, em nota, formalizaram um repúdio à proposta da reforma trabalhista que tramita no Congresso. Eles reiteram que a reforma é o maior projeto de retirada de direitos trabalhistas já discutido no Congresso Nacional, desde o surgimento da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

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FRAUDE NO BB: MAS A CORRUPÇÃO NÃO ERA PETISTA?

Por Fernando Brito – Tijolaço

Terá “Lava Jato” na fraude revelada pela Folha hoje  na licitação de publicidade do Banco do Brasil?

Vão colocar em cana, até que confessem, os executivos do banco e os das agências de publicidade envolvidas?

Não é um trocado: o contrato prevê, segundo a Folha, gastos de até R$ 2,5 bilhões. É verdade que este é o valor da publicidade – do qual ao menos 80% fica para o veículo de mídia – adivinhe quais – e 20% para as agências.

Como estes são R$ 500 milhões, dá para acontecer uma bela “contribuição não contabilizada”.

Mas licitação fraudulenta, direcionada em tempos de lava Jato, de lista do Janot, do Fachin, de delações premiadas?

Pior, como mostra o jornal, com denúncia conhecida pela direção do banco e, ainda assim, mantendo a decisão “armada”?

Vejamos como a imprensa reage, quando o assunto é com ela.

O caso teria tudo para virar um prato cheio: a agência apontada pela Folha, num anúncio de classificados, antes da abertura dos envelopes com as propostas, a Multisolution, pertence a um jovem empresário, Pedro Queirolo, que gosta da vida social e da badalação e de corridas de automóvel e frequentava as colunas sociais com a agora ex-mulher Daniela Freitas, modelo e apresentadora.

Mas não vai.

Por que?

Ora, porque não vem ao caso mostrar que, desde que o mundo é mundo, corrupção sempre houve.

Mas os hipócritas, com seus powerpoint, estão menos interessados em evitá-la e puni-la de forma eficiente, seja onde for.

Preferem fazer disso uma arma política, morou?

FALTAM AS TOGAS

A Lava Jato ainda deve ao país uma resposta sobre o papel do Judiciário no maior esquema de corrupção do planeta.

POR MALU GASPAR- Revista Piauí

FOTO: BRUNO POLETTI/FOLHAPRESS

Apesar do volume e da crueza das revelações dos delatores da Odebrecht, persiste uma enorme lacuna nas centenas de horas de depoimentos judiciais replicados pela imprensa ao longo dos últimos dias. Tanto a companhia quanto os procuradores da Lava Jato estão devendo uma resposta à pergunta que muitos se fazem, a esta altura. Ou o maior esquema de corrupção do planeta se desenrolou nas barbas de juízes ineptos e desinformados, ou a empresa escondeu dos olhos do público (e do Ministério Público) a participação (ou a omissão deliberada, ou a complacência, ou tudo isso junto) do Judiciário nas irregularidades cometidas ao longo dos anos. Quem conhece o mundo dos empreiteiros sabe que uma liminar concedida em um momento estratégico de uma licitação pode virar o jogo a favor de um competidor. Sabe também o valor de uma decisão da alta corte suspendendo investigações da Polícia Federal sobre uma obra ou concorrência. E sabe que, se para a Odebrecht todos tinham um preço, não faz sentido imaginar que os juízes brasileiros eram exceção.

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