IMAGENS DAS MIL PALAVRAS

Postado por Valentin Ferreira

Fotos Mauro Pimental (El País)  e LEO CORREA (AP) ALAS COM MANIFESTANTES FANTOCHES NA PARAÍSO DA TUIUTI.

Com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, Paraíso da Tuiti do carnavalesco Jack Vasconcelos, trouxe uma ala com manifestantes fantoches.

 

EM DESFILE HISTÓRICO, PARAÍSO DO TUIUTI EXPÕE O GOLPE AO MUNDO

Postado por Valentin Ferreira

Do Brasil 247

O ponto alto dos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro foi a apresentação da Paraíso do Tuiuti. Nela, houve espaço para o “vampirão” Michel Temer que governa o Brasil depois de um golpe parlamentar, para o fim dos direitos trabalhistas e para os paneleiros manipulados pela mídia.

O vampiro foi representado pelo professor de história Léo Morais no último carro da escola. “Sou professor de história e o protesto tem tudo a ver comigo. Esse protesto é a minha cara. Eu acho que é uma retomada dos enredos críticos. A gente está num momento que tem que gritar mesmo”, afirmou. “Eu acho que a gente está fazendo uma coisa que todo mundo quer. Todo mundo quer botar pra fora, as pessoas querem gritar o ‘Fora Temer’, as pessoas querem se manifestar e é forma de manifestar da minha parte”, explicou.

POR QUE HOJE A REVOLUÇÃO NÃO É POSSÍVEL?

Postado por Valentin Ferreira

Por Byung-Chul-Han (*) / no El País Brasil

Para decifrar a alta estabilidade do sistema de dominação liberal é preciso entender como os atuais mecanismos de poder funcionam. O comunismo como mercadoria é o fim da revolução

Quando debati com Antonio Negri, um ano atrás, no Berliner Schaubühne, ocorreu um embate entre duas críticas do capitalismo. Negri estava entusiasmado com a ideia da resistência global ao império, ao sistema de dominação neoliberal. Ele se apresentou como revolucionário comunista e se autodenominava professor cético. Clamava com ênfase à multidão, à massa interconectada de protesto e revolução, a quem confiava a tarefa de derrotar o império. A posição do comunista revolucionário me pareceu muito ingênua e fora da realidade. Por isso tentei explicar para Negri por que as revoluções já não são mais possíveis.

Por que o regime de dominação neoliberal é tão estável? Por que há tão pouca resistência? Por que toda resistência se desvanece tão rápido? Por que a revolução já não é mais possível apesar do crescente abismo entre ricos e pobres? Para explicar isso é necessária uma compreensão adequada de como funcionam hoje o poder e a dominação. Continue lendo “POR QUE HOJE A REVOLUÇÃO NÃO É POSSÍVEL?”

SP E OUTRAS 10 CIDADES DO MUNDO QUE PODEM FICAR SEM ÁGUA COMO A CIDADE DO CABO

Postado por Valentin Ferreira

Um quarto das principais cidades do mundo enfrentará problemas hídricosGETTY IMAGENS

Por: BBC Brasil

A Cidade do Cabo enfrenta uma situação nada invejável como a primeira grande cidade da era moderna a ficar sem água potável. No entanto, esse é apenas um exemplo extremo de um problema sobre o qual especialistas vêm alertando há muito tempo: a escassez de água.

Apesar de cobrir 70% da superfície do planeta, a água doce, especialmente a potável, não é tão abundante assim: responde por só 3%. Mais de 1 bilhão de pessoas enfrentam problemas de acesso a ela, e, para 2,7 bilhões, ela falta ao menos um mês por ano.

Uma pesquisa com as 500 maiores cidades do mundo, publicada em 2014, estima que uma em cada quatro estão em uma situação de “estresse hídrico”, como define a Organização das Nações Unidas (ONU) quando o abastecimento anual cai abaixo de 1,7 mil m³ por pessoa. Continue lendo “SP E OUTRAS 10 CIDADES DO MUNDO QUE PODEM FICAR SEM ÁGUA COMO A CIDADE DO CABO”

“HOJE O INDIVÍDUO SE EXPLORA E ACREDITA QUE ISSO É REALIZAÇÃO”, Explica Byung, filósofo sul-coreano.

Postado por Valentin Ferreira

O filósofo Byung-Chul Han em Barcelona MASSIMILIANO MINOCRI EL PAÍS

 O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, um destacado dissecador da sociedade do hiperconsumismo, fala sobre suas críticas ao “inferno do igual”

PorCarles Geli / El Pais

As Torres Gêmeas, edifícios idênticos que se refletem mutuamente, um sistema fechado em si mesmo, impondo o igual e excluindo o diferente e que foram alvo de um ataque que abriu um buraco no sistema global do igual. Ou as pessoas praticando binge watching (maratonas de séries), visualizando continuamente só aquilo de que gostam: mais uma vez, multiplicando o igual, nunca o diferente ou o outro… São duas das poderosas imagens utilizadas pelo filósofo sul coreano Byung-Chul Han (Seul, 1959), um dos mais reconhecidos dissecadores dos males que acometem a sociedade hiperconsumista e neoliberal depois da queda do Muro de Berlim. Livros como A Sociedade do CansaçoPsicopolítica e A Expulsão do Diferente reúnem seu denso discurso intelectual, que ele desenvolve sempre em rede: conecta tudo, como faz com suas mãos muito abertas, de dedos longos que se juntam enquanto ajeita um curto rabo de cavalo.

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