UM RETRATO DOS PRIVILEGIADOS DO BRASIL, Por Fernando Nogueira da Costa- UNICAMP

Postado por Valentin Ferreira

Certas “castas” têm motivos de sobra para sorrir.

Uma análise das declarações de Imposto de Renda recentemente publicadas pela Receita Federal permite reflexões sobre o enriquecimento no País

Por Fernando Nogueira da Costa (*)— Carta Capital
“Gente de bem” bate panela vazia? É “bem-nascida”, isto é, herdeira? É a “sorte-do-berço” determinante de seu bem-estar? É self-made man, alguém que se fez por si próprio, com seu esforço, pelas boas qualidades intrínsecas ao seu DNA ou adquiridas em seu ambiente familiar educacional?

É o instinto humano básico da competição ou o da proteção que a caracteriza? São boas escolas, bons professores, boa rede de relacionamento social, ou bons privilégios sociais, por exemplo, isenção fiscal em seus rendimentos, os determinantes básicos do $uce$$o?

Os grandes números do DIRPF 2017 Ano Calendário 2016, recentemente publicados pela Receita Federal, permitem reflexões sobre essas questões relativas ao enriquecimento pessoal. A tabela abaixo apresenta um ranking de ocupações principais dos declarantes em que estimei os rendimentos totais (tributáveis, exclusivos e isentos) per capita, deduzindo os mensais, além do patrimônio líquido per capita, descontando as dívidas dos bens e direitos.

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DEPRESSÃO PÓS-DAVOS. Por Joseph E. Stiglitz

Postado por Valentin Ferreira

No Project Syndicate / Tradução de Caiubi Miranda / do Jornalggn

AVOS – Tenho assistido à conferência anual do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça – onde a chamada elite global se reúne para discutir os problemas do mundo – desde 1995. Nunca saí tão desalentado como este ano.

O mundo está  sendo assolado por problemas quase incontroláveis. A desigualdade está em ascensão, especialmente nas economias avançadas. A revolução digital, apesar do seu potencial, também implica riscos sérios para a privacidade, a segurança, os empregos e a democracia – desafios que são agravados pelo crescente poder monopolístico de uns poucos gigantes de dados americanos e chineses, que incluem o Facebook e o Google. As mudanças climáticas representam uma ameaça existencial para a economia global como a conhecemos. Continue lendo “DEPRESSÃO PÓS-DAVOS. Por Joseph E. Stiglitz”

DA ROMA ANTIGA AO SÉCULO 21, VIOLÊNCIA FOI FATOR-CHAVE PARA REDUZIR DESIGUALDADE, DIZ HISTORIADOR

Postado por Valentin Ferreira

                                                                                       imagem GETTY IMAGES;

Historiador afirma que desigualdade só foi reduzida de forma consistente em poucos episódios, todos marcados por violência

Grandes guerras, revoluções, colapso de Estados, epidemias. Depois de estudar a distância que separa ricos e pobres nos últimos 3 mil anos, Walter Scheidel , professor da Universidade de Stanford, chegou à conclusão que, dos romanos até aqui, foram episódios de violência que ajudaram a reduzir a desigualdade de renda de forma significativa.

E não foi qualquer tipo de violência. Em seu último livro, The Great Leveler: Violence and the History of Inequality from the Stone Age to the Twenty-First Century (A Grande Niveladora: Violência e a História da Desigualdade da Idade da Pedra ao Século 21, sem edição no Brasil), o pesquisador destaca episódios que mataram milhões de pessoas, como a Peste Negra e as duas Guerras Mundiais, ou que desmantelaram completamente regimes de governo, como a queda do Império Romano e as revoluções comunista e chinesa.

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FEIJÓO: NÃO SE ENFRENTA DESIGUALDADE COM ESTADO MÍNIMO, E PAÍS DESIGUAL NÃO CRESCE

Postado por Valentin Ferreira / da Rede Brasil Atual

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livreImagem: Ricardo Stuckert    / Ocupação Povo Sem Medo, que reúne milhares de famílias sem-teto em São Bernardo, é retrato da desigualdade

por Redação RBA 

São Paulo – A desigualdade social e a concentração de riquezas afetam o crescimento econômico, e uma coisa puxa a outra. Sem crescer, o país não combate a desigualdade, e sem combater a desigualdade, não há crescimento sustentável. Para o comentarista de política José Lopez Feijóo, no Seu Jornal, da TVT, as políticas do governo Temer tendem a agravar essa equação, ao reduzir o tamanho do Estado e promover reformas que desmontam direitos e inviabilizam políticas públicas – como “reformas” trabalhista e da Previdência e o congelamento dos investimentos em políticas sociais por 20 anos. Continue lendo “FEIJÓO: NÃO SE ENFRENTA DESIGUALDADE COM ESTADO MÍNIMO, E PAÍS DESIGUAL NÃO CRESCE”