POR QUE HOJE A REVOLUÇÃO NÃO É POSSÍVEL?

Postado por Valentin Ferreira

Por Byung-Chul-Han (*) / no El País Brasil

Para decifrar a alta estabilidade do sistema de dominação liberal é preciso entender como os atuais mecanismos de poder funcionam. O comunismo como mercadoria é o fim da revolução

Quando debati com Antonio Negri, um ano atrás, no Berliner Schaubühne, ocorreu um embate entre duas críticas do capitalismo. Negri estava entusiasmado com a ideia da resistência global ao império, ao sistema de dominação neoliberal. Ele se apresentou como revolucionário comunista e se autodenominava professor cético. Clamava com ênfase à multidão, à massa interconectada de protesto e revolução, a quem confiava a tarefa de derrotar o império. A posição do comunista revolucionário me pareceu muito ingênua e fora da realidade. Por isso tentei explicar para Negri por que as revoluções já não são mais possíveis.

Por que o regime de dominação neoliberal é tão estável? Por que há tão pouca resistência? Por que toda resistência se desvanece tão rápido? Por que a revolução já não é mais possível apesar do crescente abismo entre ricos e pobres? Para explicar isso é necessária uma compreensão adequada de como funcionam hoje o poder e a dominação. Continue lendo “POR QUE HOJE A REVOLUÇÃO NÃO É POSSÍVEL?”

VIVER É CORRER RISCOS. 2018 É MAIS UMA OPORTUNIDADE! QUE TAL?

Por Valentin Ferreira

No ano 4 a.C. nasceu Lúcio Aneu Sêneca. Um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano. Sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da  dramaturgia europeia renascentista.

Abaixo  destaco alguns dos “conselhos” do filósofo, que apesar do tempo, conserva  a essência do verdadeiro sentido da vida.

Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!”

(Destaques em negrito: do blog)

Com informaçõesWikipedia

 

 

“NINGUÉM PENSA BEM QUANDO ESTÁ TRISTE, SOMENTE A FELICIDADE É CAPAZ DE NOS LEVAR CADA VEZ MAIS LONGE”

Postado por Valentin FerreiraImagem relacionada

ESPINOSA – O QUE É FILOSOFIA? / Por Rafael Trindade

A vida de Espinosa não foi muito fácil. Sua família era judia e fugiu de Portugal para escapar da inquisição. Chegando na Holanda, ele cresceu dentro da comunidade judaica; era muito inteligente, mas não pode continuar seus estudos devido à morte de seu irmão mais velho. Foi então forçado a ajudar seu pai nos negócios da família.

Sua inteligência e ousadia lhe deram um amargo caminho: foi excomungado aos 24 anos, sendo completamente isolado da comunidade judaica. Tal acontecimento, apesar de traumatizante, permitiu a Espinosa concentrar-se nos estudos de filosofia e latim, suas verdadeiras paixões, mas sem nunca subestimar novamente a arrogância e o poder do pensamento religioso. Continue lendo ““NINGUÉM PENSA BEM QUANDO ESTÁ TRISTE, SOMENTE A FELICIDADE É CAPAZ DE NOS LEVAR CADA VEZ MAIS LONGE””

SOMOS OTÁRIOS DOMINADOS POR CÍNICOS?

Por Valentin FerreiraImagem: Reprodução

SOMOS OTÁRIOS DOMINADOS POR CÍNICOS?

Por Valentin Ferreira

Em seu recente livro Ridículo Político, editora Record, a escritora  Marcia Tiburi, analisa e dá “novo” entendimento à “dialética do senhor e do escravo” de Hegel, agora na pele do “cínico e do otário” em destaque no capítulo 22.

Escreve a autora que, na versão de Hegel o poder e a liberdade estavam em jogo na luta entre as partes. A disputa era entre quem mandava e quem obedecia. “Era a luta que emanciparia o mais forte”

Trazendo o contexto para os dias atuais, escreve a autora que  “agora temos a dialética entre o cínico e o otário. Diz: “pensemos numa relação inevitável depois que a política sofreu um intenso esvaziamento. A qualidade da relação política é que modificou. Agora, o senhor é o cínico e o escravo é o otário. Já não há mais luta pelo poder ou pela liberdade porque o otário, menos do que o escravo, não tem a menor chance. Chance de consciência.” Continue lendo “SOMOS OTÁRIOS DOMINADOS POR CÍNICOS?”