O STF E SEUS “HERÓIS”

Por Valentin Ferreira

Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal e agora presidente do Tribunal Superior Eleitoral se enrolou. Sua declaração de que a Corte não deve nem aceitar o registro de quem se enquadre na Ficha Limpa, mirando Lula, não caiu muito bem na magistratura. Sabe-se que procura barrar Lula, mas os juízes o lembram de que o petista só se enquadra em uma das 14 hipóteses para inelegibilidade da lei. Se ele fizer isso, vai firmar entendimento que pode barrar candidaturas aos mais diversos cargos. O tema é abordado no Painel, da Folha. Mais informações, no jornalggn.

 

TOP 10: PAUTAS DE POLÍTICA QUE A GRANDE MÍDIA TENTOU ABAFAR EM 2017

Postado por Valentin Ferreira

Por Cintia Alves /Do Jornal GGN

 Algumas pautas de política em 2017 renderiam um “troféu abafa” para jornais da grande mídia, dado o esforço que fizeram para encobertar ou dar o mínimo de destaque possível a alguns temas que “não vêm ao caso”. Sobrou à imprensa alternativa e àquela com um pézinho na gringa (como El País e BBC) a missão de explorar ou repercutir os assuntos espinhosos.
Aqui vai uma lista, sem ordem de relevância, com 10 tópicos que deram o que falar no mundo à margem da mídia comercial:
1 – O depoimento de Tacla Duran
Leitores disseram que se Rodrigo Tacla Duran se prestasse a relatar propina aos governos Dilma e Lula na CPI da JBS, a audiência com ele teria sido transmitida ao vivo na Globo News. Mas como as denúncias atingiam em cheio a indústria da delação criada pela República de Curitiba, os jornais trataram de empurrar as falas do advogado para debaixo do tapete. A cobertura foi vergonhosamente protocolar.

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A CLASSE MÉDIA NÃO COMPREENDE O DESESPERO DO POBRE

Postado por Valentin Ferreira

Na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, crianças pobres que fazem malabarismo e vendem doces nos sinais de trânsito pintaram o rosto e estão usando o gorro do Papai Noel na cabeça. Tudo pra chamar a atenção de quem tem grana. Os motoristas se irritam com a presença delas. Reclamam que prejudicam o trânsito. Fecham os vidros do carro. Dizem que não passam de pivetes. Não compreendem a humilhação que elas sofrem pra ter o que comer.

Há algumas semanas, no mesmo bairro, alguns limpadores de para-brisas, moleques descalços, sem camisa e magros de fome, impediram o roubo de um veículo. Os moradores da Barra comemoraram. “O Brasil está melhorando”, publicaram nas redes sociais. “Ainda existe honestidade”. O amor pelo dinheiro cega as pessoas.

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GRANDE BACANAL DO PÓS IMPEACHMENT, Por Luis Nassif

Postado por Valentin Ferreira

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Esta semana dei uma palestra no encontro da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior). No encontro, a mesma dúvida: qual o prazo de validade do modelo econômico e social que está sendo implementado com a tomada do poder pela organização criminosa liderada por Eduardo Cunha?

Ouso dizer que é curto.

Acompanhe o raciocínio.

Peça 1 – a legitimação de Collor e FHC
Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam. Continue lendo “GRANDE BACANAL DO PÓS IMPEACHMENT, Por Luis Nassif”

ACESSO À JUSTIÇA, QUE JUSTIÇA? IMPARCIALIDADE DO JUIZ, QUE JUIZ? Por Lúcia Helena de Oliveira

Postado por Valentin Ferreira

DO COLETIVO MP / NO  JORNAL GGN

Acesso à Justiça, que justiça? Imparcialidade do Juiz, que juiz? /por Lúcia Helena Barbosa de Oliveira

A presente fala tem o propósito de articular, com um pouco mais de eloquência, a preocupação da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal em torno do sistema de (in)justiça a partir da organização de 6 audiências públicas. A primeira delas deu-se no último dia 10/10 e tratou do tema “Acesso à Justiça e Imparcialidade do Juiz”, da qual participou o COLETIVO Transforma MP a cujo pedido, tento, agora, sintetizar a conversa que se desenvolveu na audiência referida.

O primeiro argumento lançado, que nos parece fundante da preocupação da CDH, trata-se da lembrança perspicaz de que o sistema de dicção do direito assenta-se sobre a disparidade injusta da diferença de salários, benefícios e privilégios entre os operadores do direito (especialmente juízes e membros do Ministério Público e Defensoria Pública) e os demais trabalhadores da Nação. Uma tal dissonância, baseada na meritocracia organizacional ou funcional, tão odiosa quanto a sócio-político-econômica, impede o olhar e a postura empáticos dos operadores do sistema de dicção do direito, com grande poder institucional, no sentido de despirem-se da vaidade e do entendimento, tão falso quanto velado, de que fazem parte de uma casta superior acima do bem e do mal. Continue lendo “ACESSO À JUSTIÇA, QUE JUSTIÇA? IMPARCIALIDADE DO JUIZ, QUE JUIZ? Por Lúcia Helena de Oliveira”