REPÓRTERES SEM FRONTEIRA DENUNCIA MORTES DE 2 JORNALISTAS BRASILEIROS

Postado por Valentin Ferreira

Foto :Agencia EFE / Dirk Waem

Por Agencia EFE Brasil

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou nesta quinta-feira o assassinato de dois repórtes brasileiros e exigiu que as autoridades do país investiguem se os crimes têm relação com seu trabalho como jornalistas.

Ueliton Bayer Brizon, dono do site “Jornal de Rondônia”, foi baleado na terça-feira quando estava em uma moto, acompanhado pela mulher. Já Jefferson Pureza Lopes, que apresentava um programa na “Beira Rio FM”, foi morto após dois indivíduos invadirem sua casa ontem na cidade de Edealina, no sul de Goiás.

“A Repórteres Sem Fronteiras pede às autoridades de Rondônia e Goiás que identifiquem o mais rápido possível os responsáveis por esses crimes tão covardes”, disse o diretor do Escritório para a América Latina da RSF, Emmanuel Colombié.

A organização disse que Brizon publicava notícias sobre a cidade de Cacoal, de 90 mil habitantes, em particular sobre a política local. De acordo com a RSF, o programa de Lopes, que também se dedicava a informações locais, não era “do agrado das autoridades”.

Segundo a organização, desde 2010, pelo menos 26 jornalistas foram assassinados no país por exercerem suas profissões.

O Brasil ficou no 103º lugar entre 180 países no ranking de liberdade de imprensa elaborado pela RSF em 2017.

 

A INDEPENDÊNCIA DO JORNALISMO

Postado por Valentin FerreiraReprodução36WhatsApp

Uma imprensa verdadeiramente independente oferece aos cidadãos uma plataforma para o debate e a discussão das questões que lhes dizem respeito

Mark Twain disse que “é pela bondade de Deus que, em nosso país, temos essas três coisas indescritíveis e preciosas: liberdade de expressão, liberdade de consciência e a prudência de nunca pôr em prática nenhuma delas”.

Em sua introdução inédita à Revolução dos Bichos, dedicada à “censura literária” na Inglaterra livre, George Orwell acrescentou uma razão para esta prudência: há, escreveu, um “acordo tácito de que ‘não cairia bem’ mencionar esse fato particular”. O acordo tácito impõe uma “censura velada” baseada em “uma ortodoxia, um conjunto de ideias supostamente aceitas sem questionamento por todas as pessoas razoáveis”, e “quem desafiar a ortodoxia predominante será silenciado de forma surpreendentemente eficaz” mesmo sem “qualquer veto oficial”. Continue lendo “A INDEPENDÊNCIA DO JORNALISMO”

UM JORNALISMO LIVRE EMERGE NA INTERNET. Por Paulo Henrique Arantes

Postado por Valentin Ferreira / do DCM

PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REVISTA DA CAASP

 Por Diário do Centro do Mundo

Nunca se produziu tanta notícia, nunca se opinou tanto sobre tudo e todos. A internet possibilita autonomia opinativa, abre espaços de mercado, cria nichos de leitores. Deixando de lado sites e blogs de pessoas pouco comprometidas com a verdade factual e com a qualidade textual, viceja no ambiente digital um jornalismo dito independente, mas o conceito de independência em comunicação social precisa ser relativizado. Continue lendo “UM JORNALISMO LIVRE EMERGE NA INTERNET. Por Paulo Henrique Arantes”

A SOCIEDADE PRECISA, MAIS DO QUE NUNCA, DE INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS

Postado por Valentin Ferreira /do Observatório da Imprensa

Carlos Castilho

O jornalista Carlos Castilho fala sobre os novos desafios para o jornalismo digital. (Foto: Arquivo Pessoal)

Carlos Albano Volkmer de Castilho está na estrada do jornalismo há 45 anos e é um desses raros profissionais que souberam se reinventar na transição para as plataformas digitais, trazendo na bagagem experiência em todos os meios e também uma carreira acadêmica na área. Já passou por agências de notícias, rádio, jornais, revistas, foi correspondente internacional e professor de jornalismo online. Ex-assessor da União Europeia para projetos de comunicação na América Central e também membro da diretoria do Observatório da Imprensa. Continue lendo “A SOCIEDADE PRECISA, MAIS DO QUE NUNCA, DE INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS”

“NÃO CREIO NA OBJETIVIDADE JORNALÍSTICA E SIM NA SUBJETIVIDADE HONESTA”

Postado por Valentin Ferreira / do El Pais.Flip 2017 Leila GuerrieroA jornalista argentina Leila Guerriero. DIVULGAÇÃO

A jornalista e escritora Leila Guerriero gosta de olhar de perto, com calma. Gosta do detalhe. Escreve sobre histórias comuns com uma profundidade e elegância inusitadas. Entrou no mundo da reportagem quase por casualidade, nos anos 90, e hoje se converteu em uma das principais referências do jornalismo narrativo latino-americano.Ela se define como uma repórter “promíscua”, pois nunca quis assinar nenhum contrato de exclusividade. Tem textos em publicações mundo afora: La Nación e Rolling Stone, da Argentina, Gatopardo, do México, El Mercurio, do Chile, Etiqueta Negra, do Peru, e L’Internazionale, da Itália. Desde 2014, é colunista do EL PAÍS.