POR QUE SÃO PAULO AINDA NÃO CONSEGUIU DESPOLUIR O RIO TIETÊ ?

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A interminável “despoluição” do Rio Tietê

Depois de 25 anos de projetos, um governo do PMDB, quatro do PSDB e R$ 8,8 bi gastos, rio continua sujo, malcheiroso e recebe 41% do esgoto doméstico da Grande São Paulo. Entenda por quê

Por Leticia Mori da BBC Brasil/ Via Outras Palavras

Com 56 metros de largura e 26 km de leito canalizado dentro de São Paulo, o rio Tietê é uma das primeiras paisagens a cumprimentar quem chega à cidade pelo aeroporto de Guarulhos ou pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes.

E não é uma paisagem agradável: o cheiro de esgoto, o aspecto sujo e a falta de vida aquática tornam evidente que o maior rio do Estado está morto no trecho em que passa pela região metropolitana.

A mancha de poluição – onde a oxigenação é praticamente 0% – ocupa hoje 130 km, entre as cidades de Itaquaquecetuba, à leste da capital, e Cabreúva, à noroeste. Os dados são do monitoramento da ONG SOS Mata Atlântica.

É preciso ter no mínimo 5% de oxigenação para que haja peixes em um rio. O ideal é em torno de 7%. Continue lendo “POR QUE SÃO PAULO AINDA NÃO CONSEGUIU DESPOLUIR O RIO TIETÊ ?”

PERDAS DE ÁGUA AGRAVAM O RISCO DE ESCASSEZ HÍDRICA NO BRASIL

Postado por Valentin Ferreira / do Trata BrasilImagem relacionadaImagem : Reprodução

O avanço do saneamento básico no Brasil, uma das áreas mais atrasadas na da infraestrutura nacional, dependerá de melhorias na gestão do setor, em especial da situação dramática das perdas de água no Brasil. Em 2010, as perdas de faturamento das empresas operadoras com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, alcançaram, na média nacional 37,5%. Uma redução de apenas 10% nas perdas no País agregaria R$ 1,3 bilhão à receita operacional com a água, equivalente a 42% do investimento realizado em abastecimento de água para todo o País naquele ano. Redução de perdas mais significativas ajudaria ainda mais as empresas a terem recursos para a expansão do atendimento em água potável, mas também da ampliação das redes de esgoto e seu tratamento.

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LEME: PREFEITO MUDOU A LEI E O CAIXA DA SAECIL É O ALVO MAIS UMA VEZ- Parte II

Por Valentin Ferreira Por Valentin Ferreira 

Vamos imaginar o seguinte caso: Numa longa estrada o carro tem a mangueira do radiador estourada. Imediatamente o condutor chama socorro mecânico, que ao verificar o problema recomenda o lógico: é preciso trocar a mangueira aqui está. Absurdamente o sujeito diz: Não. Vou comprar uns galões e ao longo do caminho vou enchendo o reservatório do radiador.

O “absurdo caso”, é um retrato do que pode acontecer com a Saecil se o prefeito e o atual Diretor Presidente vierem a construir reservatório de água que consumirá R$ 1.300.000,00, ao invés de investir na contenção do desperdício de água tratada. Ou seja, troca de redes antigas, reduzir pressão acima no normal, que contribuem para uma perda de 57% de todo volume de água tratada, que passa pelos reservatórios. Fato, que consome milhares de reais todos os anos. Continue lendo “LEME: PREFEITO MUDOU A LEI E O CAIXA DA SAECIL É O ALVO MAIS UMA VEZ- Parte II”

PREFEITO DE LEME-SP MUDA LEI E PODE GASTAR ONDE NÃO É NECESSÁRIO

Por  Valentin Ferreira

 Por Valentin Ferreira 

O Prefeito de Leme-Sp, Wagner Ricardo Antunes, Wagão, aprovou na Câmara de Vereadores, no mês passado, a Lei 3628, modificando a Lei3493 de 2016, que trata do Programa de Redução de Perdas de água tratada, através da Saecil-Superintendência de Água e Esgoto da Cidade de Leme.

Leme é um dos municípios da região de Limeira com maior índice de perdas. Dados de 2015 do SNIS- Sistema de Informações sobre Saneamento, vinculado ao Ministério das Cidades, indica que Leme tinha naquele ano índice de perdas de 58,82% enquanto que Araras era de 41,11% e Pirassununga 45,42%. Continue lendo “PREFEITO DE LEME-SP MUDA LEI E PODE GASTAR ONDE NÃO É NECESSÁRIO”

ENQUANTO RIO PRIVATIZA, POR QUE PARIS, BERLIM E OUTRAS 265 CIDADES REESTATIZARAM SANEAMENTO

Por Julia Dias Carneiro /BBC BrasilCano de esgoto                                                                                         BLUBERRIES/GET IMAGES
Serviços inflacionados, ineficientes e com investimentos insuficientes são motivos para a reestatização

Enquanto iniciativas para privatizar sistemas de saneamento avançam no Brasil, um estudo indica que esforços para fazer exatamente o inverso – devolver a gestão do tratamento e fornecimento de água às mãos públicas – continua a ser uma tendência global crescente.

De acordo com um mapeamento feito por onze organizações majoritariamente europeias, da virada do milênio para cá foram registrados 267 casos de “remunicipalização”, ou reestatização, de sistemas de água e esgoto. No ano 2000, de acordo com o estudo, só se conheciam três casos.
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MINISTÉRIO TERÁ PROGRAMA PARA MUNICÍPIOS INVESTIREM EM MOBILIDADE E SANEAMENTO

Por: Agencia Brasil
Brasília - Os ministros das Cidades, Bruno Araújo, e do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra, participam de sessão plenária para debater os pleitos ao Executivo Federal (José Cruz/Agência Brasil)
Os ministros das Cidades, Bruno Araújo, e do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra  José Cruz/Agência Brasil

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou nesta terça-feira (16) o Programa Avançar Cidades, que vai emprestar recursos federais aos municípios para investimento em obras de mobilidade e saneamento básico. Ao participar da 20ª Marcha Nacional dos Municípios, ele disse que cerca de R$ 6 bilhões serão disponibilizados às prefeituras para o financiamento de ações como pavimentação e calçamento de vias, abastecimento de água e construção de ciclovias.

De acordo com o ministro, os créditos serão disponibilizados a juros de 6% ao ano, tendo quatro anos de carência e, a partir desse prazo, 20 anos de financiamento. Os recursos são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e não há critérios específicos para a candidatura das cidades, que poderão ser de menor porte até as metrópoles. Há um limite de R$ 200 milhões por município que conseguir acesso ao empréstimo.

O chamado Avançar Cidades Saneamento terá R$ 2,2 bilhões disponíveis e o Avançar Cidades Mobilidade, R$ 3,7 bilhões. “Só para não haver expectativa frustrada no passado, em que todos procuravam a Caixa Econômica Federal, sabemos como é burocracia, [em que os municípios] superavam meses de dificuldade para depois fazer a seleção, nós invertemos essa pirâmide. Primeiro vamos fazer o processo de seleção, autorizar os municípios. A partir daí, eles seguem para a Caixa”, disse aos prefeitos.

Após o anúncio, Bruno Araújo foi perguntado pelos representantes da Confederação Nacional dos Municípios se seria apenas um empréstimo ou repasse de valores a fundo perdido, sem retorno para a União, ao que ele confirmou que será um empréstimo.

Edição: Fábio Massalli