RITUAIS PARA A FELICIDADE

Sentir os atos mais vulgares como aventura espiritual é um desafio proposto pelas religiões orientais
(Isaac Holmgren / Unsplash)

Frei Betto /Dom Total

É preciso saber enxergar um palmo além do chão, da parede, do teto ou mesmo das convicções que nos norteiam. Tudo depende de nossa cabeça. Somos, como seres humanos, aquilo que está gravado em nossa mente: ideias, noções, fantasias, impressões.

Se fomos educados na crença de que há pessoas superiores a outras devido à cor da pele ou nos deixamos convencer, pela publicidade, que pilotar um carro a 300 km/h é mais nobre que lutar para combater a fome, então nossos atos serão regidos pelo racismo ou pelo culto aos ídolos do consumismo.

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“HOJE, O BRASIL NÃO TEM PROJETO NEM VISÃO DE FUTURO”, DIZ MÁRCIO POCHMANN

Para o professor da Unicamp, o neoliberalismo dirige o país na contramão do mundo
onde estatais voltam a ser importantes

Do Brasil de Fato

Gaúcho de Venâncio Aires, o economista Márcio Pochmann, 59 anos, diz que o Brasil sofre hoje do que chama “curtoprazismo”, praticado pela União e por governos como o do Rio Grande do Sul. “São governos que conseguem olhar, no máximo, o hoje ou as eleições do ano que vem”, diagnostica. Não há projeto nacional nem visão de futuro. Repara que o país liquida suas empresas públicas sob o argumento de que o setor privado fará melhor seu serviço, alavancando a economia nacional.

Porém, cinco anos após o mandato Temer mover seu rolo compressor contra as estatais, política seguida fielmente por Bolsonaro, isto não aconteceu. O Brasil parou e encolheu. Está mais empobrecido e com quase 15 milhões de desempregados. E na contramão do planeta. “As estatais, em 2005, respondiam por 5% das 500 maiores empresas do mundo. Em 2020, 47% das 500 maiores empresas do mundo são estatais”, ilustra.

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O CUSTO DE VIDA. QUE VIDA?

Demora. Mas, devagarzinho, o povo vai acordando: O Datafolha me informa que 69% dos brasileiros acreditam que a economia piorou nos últimos meses. Em 2019, primeiro ano do governo do sujeito, eram 19%.  E não precisa ter estudado em Harvard (aliás não precisa ter estudado em lugar nenhum…) pra perceber isso.    Qualquer dona de casa, qualquer assalariado, qualquer desempregado “sente no bolso”: Comida, combustíveis, gás, luz.. tudo com preço nas alturas.    

O resultado do levantamento é um espelho da administração neoliberal do “posto Ipiranga”. Ele vendeu para as elites essa promessa de “economia livre” e as elites convenceram o povão a votar no sujeito. Mas essa conta não é tão simples. Bota aí o “carisma” do Messias junto ao povaréu. Se apresentando como uma pessoa “simples” (“tsc…tsc…tsc…”), enganou metade do país. Ou um pouco mais, já que saiu vencedor da eleição…

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POR QUE A EXTREMA DIREITA ELEGEU PAULO FREIRE SEU INIMIGO

Paulo Freire foi homenageado por pelo menos 35 universidades de todo o mundo. Imagem: Reprodução

Do Deutsche Welle

Em dezembro de 2003, o então ministro da Educação Cristovam Buarque inaugurou, na frente da sede do ministério, em Brasília, um monumento em homenagem ao educador Paulo Freire (1921-1997). O pedagogo era então aclamado como uma personalidade importante da história intelectual do país — nove anos mais tarde, uma lei federal o reconheceria como patrono da educação brasileira.

Em 2019, Abraham Weintraub comandava o mesmo ministério no primeiro ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Diante dos maus resultados obtidos pelo país no ranking Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), ele chamou o monumento a Freire de “lápide da educação” e afirmou que o pedagogo “representa esse fracasso total e absoluto”.

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