APAGANDO LINKS

Governo Bolsonaro tinha publicado orientações para uso da cloroquina em pacientes com Covid-19 e depois excluiu as prescrições do site do Ministério da Saúde

Ministério da Saúde apaga links com prescrição de cloroquina para Covid19

O Ministério da Saúde apagou de seu site dois links com protocolos que recomendavam o uso de cloroquina e hidroxicloroquina como “tratamento precoce” para a Covid-19.

O ministério anunciou que será realizada nesta quinta-feira (13) uma reunião para definir as novas diretrizes de tratamento para a Covid na rede pública.

Um dos links com as orientações constava na versão antiga do site do ministério, que seguia no ar apesar da criação de uma nova página oficial no ano passado. Já o outro link estava disponível no site da UNA-SUS, a plataforma de capacitação de profissionais do Sistema Único de Saúde. Os dois links foram desabilitados pela pasta na noite de segunda-feira (10), informa a Folha de S.Paulo.

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ENTENDA O “FIM” DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL E AS CONSEQUÊNCIAS DO 13 DE MAIO DE 1888

Por Tayguara Ribeiro

Há 133 anos, Lei Áurea oficializou abolição, mas não criou mecanismos de inserção dos ex-escravos na sociedade; movimento negro critica a data

Em 13 de maio de 1888, há 133 anos, o Brasil oficializava o fim da escravidão no país, com a assinatura da Lei Áurea. A data, entretanto, não é celebrada pelo movimento negro. Um dos motivos alegados é que, apesar da lei, a situação dos que se tornaram ex-escravos quase nada mudou à época.

O governo brasileiro, seja o então Império, seja a República proclamada no ano seguinte, não realizou projetos de inserção dos ex-escravos na sociedade, tampouco indenizou-os após gerações permanecerem escravizadas por mais de 300 anos.

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CUMPRINDO ORDENS

Depoimento prova que é impossível defender o governo falando a verdade

Por Bruno Boghossian

O ex-secretário Fabio Wajngarten lançou mais do que um punhado de contradições, versões desencontradas e puras mentiras na CPI da Covid. Ele queria proteger o antigo chefe Jair Bolsonaro, mas provou que é impossível defender o governo falando a verdade.

O aliado do presidente tentou descrever uma gestão que seguia orientações das autoridades de saúde na área de comunicação. Não colou. Ele teve que esconder a campanha que dizia que a cloroquina apresentava “bons resultados” contra a Covid e as postagens contra medidas de isolamento, feitas em março de 2020 pela Secretaria de Comunicação.

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NÃO FALTAM MOTIVOS PARA O IMPEACHMENT, FALTA MORAL AO CONGRESSO

Interferência nos órgãos de estado para proteger os filhos, descaso na saúde pública em meio à pandemia, participação em atos antidemocráticos e orçamento paralelo são os crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro

Por Edna Lima

Em maio do ano passado o ex-juiz Sérgio Moro pediu demissão do Ministério da Justiça e saiu do governo acusando Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal para proteger seus familiares e amigos, enrolados em rachadinhas e milícias.
Até agora o inquérito aberto para investigar as denuncias feitas por Moro não deu em nada. E não dará. Primeiro porque grande parte da elite política do País odeia o ex-juiz por ele ter sido o responsável por mandar para a cadeia muitos poderosos.

Depois, porque Augusto Aras, no comando do Ministério Público Federal, está mais preocupado em proteger Bolsonaro e sua família do que cumprir com o seu papel constitucional. Assim, garante, no mínimo, a recondução ao cargo de PGR.
No final do ano passado, seis meses depois da saída de Moro do Ministério da Justiça, mais uma vez Bolsonaro usou o Estado para beneficiar o filho 01, senador Flávio Bolsonaro, enrolado no caso das “rachadinhas”. A imprensa descobriu e noticiou que a Abin foi usada … Continue Lendo

ALEXANDRE GARCIA, LEDA NAGLE E QUEIROGA APAGARAM PROVAS DE SUAS MENTIRAS E DO NEGACIONISMO

Um levantamento mostra que o comentarista da CNN Brasil apagou mais de 500 vídeos
e deu explicações evasivas sobre o motivo. Será um efeito da CPI da Covid?

Por João Filho / The Intercept

O JORNALISTA ALEXANDRE GARCIA ficou contrariado quando seu colega da CNN Rafael Colombo fez uma pergunta simples, mas que lhe soou como uma provocação. O assunto era a ameaça de decreto feita pelo presidente na última quinta contra as medidas de lockdown adotadas por governadores e prefeitos. Alinhado ao bolsonarismo até o osso, Garcia disse que o presidente estava apenas garantindo o cumprimento do artigo 5º da Constituição, que garante o direito de ir e vir dos brasileiros.

Colombo observou então que esse mesmo artigo da Constituição garante também o direito à vida e devolveu a palavra para Garcia. O jornalista se calou, ficou em silêncio por 13 segundos, aparentemente em forma de protesto. Ao final da pausa dramática, emendou “eu não estou sendo entrevistado” e “não sei se volto amanhã”.

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