MÍDIA DENOREX: AQUELA QUE “PARECE, MAS NÃO É”

Por Valentin Ferreira

TUDO TEM UM DEPOIS

Não é surpresa ver essa gente que posou de mocinho para praticar o golpe parlamentar, ter seus passos e atos vindo à tona com a crueza original. Nada mais revelador daquilo que constituiu o enredo nu é cru da deposição da presidenta que se propôs “limpar a casa”.

Também, não surpreende ver os donos da grande mídia, que patrocinaram e apoiaram o crime praticado, sendo os principais veiculadores das denúncias feitas no dia ontem. Embora não tivessem como esconder, o espalhafato é o mesmo de sempre, querendo mostrar isenção e imparcialidade.

Não dá para acreditar em malandro. E malandragem é o que essa gente tem de melhor. É possível que levem para a fogueira santa do golpe, cadáveres políticos, como Temer e Aécio que nada mais podem oferecer para as futuras ações dos donos do Brasil. Então descarta-se. É preciso descartar o que já não serve mais.

Essa história ainda nos reserva desdobramentos que não se têm controle. O pavor da máquina de delação de Curitiba somado fúria da espiral sem fim da lava jato, estão cada vez mais  aflorando os podres dos mocinhos de outrora. Afinal, Romero Jucá, um dos principais protagonistas do golpe, afirmou que era preciso “estancar a sangria”, leia-se Lava Jato.

A profecia de Dilma, em um dos últimos atos de campanha, em Porto Alegre, outubro de 2014, parece estar se cumprindo: “Não vai ficar pedra sobre pedra”.

Não se pode deixar de ver nesse empenho da mídia golpista nos últimos lances de delação da JBS, ensaio de isenção como antessala da condenação ou mesmo prisão de Lula e mais alguns do PT. Ficaria claro, que todos são tratados na mesma medida.  E com estas “medidas” deixar o petista inelegível e  o caminho aberto para a consagração do golpe.

Paralelamente, resta à grande mídia, cuja ação no dia a dia demonstra ser o maior partido político do Brasil, a construção em ritmo frenético das higiênicas candidaturas de Huck e Dória para 2018. O “novo”, na avaliação de FHC.

Para o “grande partido” está difícil “estancar a sangria”. O monstro que construíram não se submete às amarras do já foi e do que ainda poderá ser revelado

Valentin Ferreira