NO PÂNTANO, OS LÍRIOS FAZEM A DIFERENÇA.

Por Valentin Ferreira

NO PÂNTANO, OS LÍRIOS FAZEM A DIFERENÇA.

Por  Valentin Ferreira

Ninguém mais aguenta as rajadas de notícias, reportagens, denúncias e desmandos. Elas carregam projéteis que perfuram a alma brasileira, que sangra nas dores das feridas abertas.

Ninguém mais aguenta ver tanta lama que cobre os pés de uma Nação que caminha atordoada sem sequer ver um pequeno facho de luz no horizonte carregado de incertezas.

Ninguém mais aguenta os insultos contra a Pátria, quando crimes são narrados por delatores e seus beneficiários como se estivessem contanto um “causo” comum em qualquer esquina.

Ninguém mais aguenta ver entranhas de um governo zumbi que perdeu até o que nunca teve: legitimidade para comandar um país grandioso como o Brasil.

Os que depuseram a presidenta eleita – que se cometeu erros deveriam ser pagos em 2018 – o fizeram para acobertar um modo de governar, baseado nas “melhores” práticas das piores quadrilhas.

A que custo? Milhões de desempregados, direitos sociais cassados. Liberdades em estado apreensão. Perspectivas de vida digna para os explorados enterradas pela volúpia dos que financiaram o assalto ao poder.

Espalharam o ódio como meio de enfraquecer os já enfraquecidos. Estes, se perguntados, mal sabem explicar, muito menos justificar o sentimento raivoso.

Ao golpear a democracia, prometeram o céu, embora conscientes que produziriam reflexos   do inferno, ao desprezar o que mais interessa: as pessoas e seus direitos fundamentais.

Porém, um desafio se coloca entre o sentimento de repulsa e revolta, e a necessária reconstrução do país.

Do pântano brotam os lírios, grita a esperança que não se esmorece!

No pântano em que se encontra o mundo político, há esperança nos lírios que daí brotarão. Sem se contaminar. Sempre haverá os que acreditam que é possível mudar. São estes que a esperança fará multiplicar e florescer.

Assim, será possível nascer um Brasil melhor e mais justo. Um Brasil que por seu povo, suas riquezas e recursos naturais tem condições de dar vida digna a todos. Onde as diferenças não serão valas imensas a separar irmãos. Onde nossos filhos, netos e futuras gerações viverão dias mais azuis que os de hoje.

Realizando-se o que se espera, a história registrará que esta geração soube, transformar sua indignação, revolta, frustração e até indiferença, em energia cívica para fazer acontecer, pela vontade e espírito coletivo a transformação que todos esperamos.