BRASIL: ACORDO REMETE À CONCILIAÇÃO, POR EDUARDO RAMOS

Por Valentin Ferreira /

Resultado de imagem para jobim e lula

Acordo remete à conciliação

por Eduardo Ramos /Jornal GGN

Acordo remete à conciliação. A palavra barafunda nos remete a caos, confusão, abismo… Se só um acordo nacional nos resgata disso, então os que rejeitam a política de conciliação de Lula teriam, ao menos para a redemocratização do país, sem a qual nada virá de bom, que se render a essa necessidade.

E por mais que muitos de nós estejam cansados de paliativos, de lapsos de tempo no Brasil em que “colocamos band-aid para tampar tumores”, se a saída mais radical desejada por muitos, um confronto aberto que expusesse de vez todas as contradições seculares, é inviável, até por falta de “povo suficiente disposto a bancar essa guerra, então, NÃO RESTA OPÇÃO, torna-se uma questão de RACIONALIDADE e de SOBREVIVÊNCIA. Porque a verdade é que se Lula não fez tudo o que desejávamos, alguns de nós, devido à tal da “conciliação”, o fato é que ele trouxe muitos “anéis” para as mãos dos miseráveis e pobres, e o golpe não só arranca esses anéis, como se torna ameaça real de amputação dos dedos.

Urge portanto, um fim desse horror! A sangria do desemprego em massa, a diminuição do bolsa família, cortes no FIES, desmonte total de programas voltados para a ciência e tecnologia, a venda dos ativos da Petrobras, as PECs, todas elas destruindo o arcabouço legal de proteção aos trabalhadores, se ISSO não for estancado, não haverá país a ser governado em 2019, após as eleições, mas um país a ser retirado da UTI, quase terminal. Não é tempo portanto, de convicções muito radicais, de soluções que só serão viáveis APÓS A RECUPERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES, retiradas de seu estado de PATOLOGIA, o narcisismo, a arrogância, a loucura em que se atiraram, Ministério Público Federal, Polícia federa, STF, etc. etc

Nassif pergunta se há “UM” cidadão com capacidade para tanto. Porque não pensarmos em “UNS”? Só Lula teria a legitimidade POPULAR para liderar essa coalizão, mas sozinho, jamais chegaria a lugar algum, devido à força desmedida que a mídia alcançou e ao ódio que ainda suscita em nossa elite, classe média e no Judiciário e MPF farsescos e indignos até a medula nas altas esferas. Mas temos um Nelson Jobim, um Bresser Pereira, nomes que somados a mais uns dois ou três desse quilate, podem dar CREDIBILIDADE a uma proposta mínima, coesa, de SOLUÇÃO PARA A CRISE! E que só depois disso, dos loucos guardados em seus hospícios, de uma mínima normalidade institucional, aos poucos, começarem as ações necessárias à recuperação do país, anulando-se ações do governo golpista, propondo um debate urgente para a reforma política, estabelecendo-se mais uma vez limites racionais para as atribuições das instituições, tendo a coragem de punir Moro e todos os outros que extrapolaram dessas atribuições gerando o Estado de Exceção no Brasil.

Fora dessa possibilidade, notáveis que se unam para resgatar a nação, resta o confronto, eleições tumultuadas, lava jato prendendo, delatando, soltando gravações, decidindo o destino político do Brasil, Gilmar Mendes exercendo seu poder IMPERIAL no Judiciário, o Brasil transformado num trem desgovernado, até que um dia a saída viesse após virarmos uma terra arrasada como ninguém hoje ainda é capaz de imaginar. Que país aguenta a “barafunda”, nesse nível, por mais dezoito meses?

Até quando nosso povo, de um conformismo talvez único no planeta, aguentará o que virá se temer persistir no governo?

Se não quiserem uma guerra civil ou a inevitável tomada de poder pelos militares, a única saída pacífica é o acordo, a conciliação. E apenas Lula tem cacife político para liderar esse movimento hoje, no Brasil.