JUDAS “DELATOR”, DOUTORES DA LEI E SEU SINÉDRIO

Por Valentin Ferreira                                                                                                               Foto Reprodução/Jensoares

JUDAS “DELATOR”, DOUTORES DA LEI E SEU SINÉDRIO

Por Valentin Ferreira

Teria sido Judas um delator? O dinheiro que recebeu foi a retribuição por sua “delação”, e  portanto, “premiada”?
Teriam os atuais delatores e seus premiadores uma relação com a mesma base de motivos e razões que nortearam os “donos do poder” daquela época? Seria coerência com o fundamento da frase “a história se repete”?

Conta a história que Judas entregou Jesus –uma forma de delação – ao poder político-religioso judeu submisso ao Império Romano que também dominava aquela região.

Por seu feito –a delação -, Judas, foi “premiado” com 30 moedas de prata. Preço de um escravo segundo o Êxodo. Pelo Valor de “delatado”, foi uma merreca. Muito pouco em relação aos premiados delatores de nosso tempo, que além de voltarem para suas casas, gozam a boa vida com alguns milhares ou milhões acumulados durante a vida “profissional”. Nenhum motivo ou arrependimento, para cometem o suicídio por enforcamento.

Os atuais delatores podem ser classificados, pelos menos em duas categorias: os que falam o que sabe, e pressupõe-se que digam a verdade, e os que falam aquilo que querem ouvir os “doutores da lei”, endeusados ocupantes dos atuais Sinédrios.

Os prêmios variam de acordo com a qualidade da delação. Não importa para a “Justiça” se dizem a verdade ou não. Vide o caso do Presidente da OAS, senhor Léo Pinheiro e o recente caso do ex-ministro Palocci. O primeiro mudou sua delação em busca de um “prêmio” maior. O segundo foi condenado, quem sabe, por não concordar em dizer o que queriam os atuais Caifazes. É o pau-de-arara ponto dois.

O Sinédrio atual, e alguns “doutores da lei” não têm muita diferença no agir em relação aos seus congêneres da época de Judas. Interesses maiores que promover a Justiça, circula entre paredes e bolsos, egos e fama.

Cá como lá tem gente grande e de grande poder que submetem os “homens da lei”. Estes, decidem pela voz e vontade dos atuais Imperadores e seus subalternos, quer sejam banqueiros, políticos com grandes contas bancárias, nações poderosas, ou donos de conglomerados de mídia que impõem e conduzem em linguagem atual, farsas e personagens que lembram: Jesus ou Barrabás?