FACHIN MANDA SOLTAR LOURES. E O QUE SE FAZ EM CURITIBA?

Por Valentin Ferreira fach

Por Fernando Brito/ www.tijolaco.com.br

Depois da devolução do mandato a Aécio Neves, outra decisão polêmica: a de Luiz Edson Fachin de tirar da cela da Polícia Federal o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e mandá-lo para um regime semi-aberto domiciliar, onde usará tornozeleira eletrônica e terá de ficar em casa entre 20h e 6 h da manhã.

Não imagino que, depois da firmeza com que agiu no caso Michel Temer, Fachin vá ser acusado de leniente ou de querer “melar” uma anunciada decisão de Loures em delatar.

Fachin vai apanhar feio mas a surra virá dos que o aplaudiam e aplaudem Sérgio Moro.

Quem tiver em dúvida do que isso significa, dê um pulo nos sites de extrema-direita, “moristas” e lerá os urros lancinantes que por lá soltam.

O fato é que, apesar dos placares dilatados do extenso julgamento desta semana, o Supremo rachou e ficou evidente que o clima policialesco tinha de ser amenizado.

A única dúvida agora é como chegarão a Curitiba os sinais de que as coisas não serão mais na base do “prendo e arrebento”.

Ou seja, se diante da mudança de clima absoluta que se registrou em dois dias, teimará em condenar Lula sem provas ou recolherá as garras e aceitará suportar as críticas da legião de fanáticos que ajudou a criar e cevou ao longo dos anos e fará o que é papel de um juiz fazer e absolverá, por falta de provas que não sejam a simples declaração de um empreiteiro que ele enjaulou, absolverá o ex-presidente.

Acho difícil que entenda isso e queira abandonar o personagem que construiu com vaidade e obsessão.

Mas o “Direito Penal de Curitiba”, hoje, sofreu um duro, embora indireto, revés.