EM LAGARTO, “JARARACA” LULA PICA DOÍDO AS ELITES

Por Valentin Ferreira

EM LAGARTO, “JARARACA” LULA PICA DOÍDO “AS ELITES”

Valentin Ferreira

Em mais uma etapa de sua jornada pelo nordeste brasileiro, a cidade sergipana de Lagarto, recebeu o ex-presidente Lula. Em seu discurso para milhares de pessoas, bateu doído “nas elites retrógradas que mandavam seus filhos estudarem na Europa, enquanto negavam ao povo brasileiro esse direito sagrado, porque sempre temeram o caráter libertador da educação.”

O termo Jararaca foi atribuído pelo próprio Lula, em março do ano passado, quando foi conduzido coercitivamente para depor em Congonhas. Em tom de desabafo, afirmou “Se tentaram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. A jararaca tá viva, como sempre esteve”.

A seguir trechos do discurso de Lula, extraídos da RBA.

“Como vocês sabem, o número de matrículas nas universidades brasileiras passou de 3,5 milhões em 2003 para 8 milhões em 2014. Ainda é pouco. Ainda é motivo pra gente ter vergonha por termos poucos alunos na universidade. O Chile, proporcionalmente, tem mais. A Argentina tem mais. E o Brasil precisa compreender duas coisas: primeiro, a educação não é gasto, é investimento. E esse país só será grande e competitivo com uma sociedade moderna, com uma sociedade vivendo um padrão de decência, na hora em que a universidade deixar de privilégio e passar a ser um direito de todos”, disse.

O ex-presidente falou das dificuldades que teve para implementar o Reuni. “Não pensem que foi um programa fácil de introduzir, tinha uma parte dos estudantes das universidades federais, normalmente filhos de gente muito rica, que, quando propusemos aumentar o número de alunos nas universidades, eles passaram a fazer discursos de que pioraria a qualidade do ensino. Em vários estados quebraram reitorias, ameaçaram bater em reitores porque uma parte da elite brasileira não admite que pobre entre na universidade.”

Em meio a diversas menções elogiosas ao ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, Lula disse que garantir o direito de acesso à educação “é obrigação do Estado”. “Triplicamos o orçamento do Ministério da Educação. Fizemos isso por entender que a democracia é real quando o pai de família sabe que seus filhos, por meio da educação, terão oportunidades de uma vida melhor”, apontou.

“Até a metade do século 20, a maioria da população brasileira ainda era analfabeta. O acesso ao ensino básico só foi universalizado agora, no século 21, e assim mesmo com boa parte das escolas em condições precárias”, lembrou. “Negar o acesso da maioria ao ensino público de qualidades sempre foi uma forma de perpetuar a desigualdade nesse país. Elites retrógradas mandavam seus filhos estudarem na Europa, enquanto negavam ao povo brasileiro esse direito sagrado, porque sempre temeram o caráter libertador da educação.”

Fonte http://www.redebrasilatual.com.br/politica