CABO DA PM QUE VIRA O CAPITÃO AMÉRICA PARA ALEGRAR CRIANÇAS DOENTES

Postado por Valentin Ferreira / da Carta Capital missão

O Capitão América prepara-se para levar Gustavo Sanchez ao jogo entre o Palmeiras e o Coritiba (Foto: Marivaldo Carvalho)

Após ficar entre a vida e a morte, Luiz Carlos de Paula usa suas horas vagas para visitar pacientes com câncer.

por Marivaldo Carvalho /Carta Capital
 

Luiz Carlos de Paula em nada se parece com o ator Chris Evans, intérprete do Capitão América nos filmes da Marvel. Sua barriga saliente emoldura os 95 quilos mal distribuídos por 1,73 metro de altura. Mas quem se importa? Quando De Paula surge de máscara, uniforme, escudo e triciclo, as crianças não têm dúvida: estão diante de um super-herói com o extraordinário poder de elevar a autoestima e transformar a angústia em sorrisos.

De Paula, ou melhor, o cabo De Paula, descobriu sua vocação de herói há cinco anos. A poucos metros do batalhão, já à paisana, o policial militar foi abordado por dois assaltantes em uma moto. Os bandidos dispararam oito vezes. Três o atingiram: no abdome, na perna direita e no fêmur esquerdo. Por pouco, não ficou paraplégico. “Jurei a Deus que iria fazer a minha vida valer a pena, se eu tivesse ela de volta.”

E assim foi. Desde a recuperação, De Paula guarda a pistola .40 nas horas de folga, veste o uniforme de Capitão América e dedica um pouco do seu tempo para acalentar quem está em uma situação pior.

Visita pacientes em tratamento de câncer e, em geral, firma um acordo com eles. O escudo fica sob a guarda da criança até a última sessão da quimioterapia. “Digo que vou pegar o escudo de volta no fim do tratamento, quando ele se curar, mas no fim deixo como presente. É uma forma de incentivo.”

O herói não faria nada sozinho. Sua parceira é a bancária Rosana, apelidada de “Mulher Maravilha”, alcunha apropriada para quem convive com uma dúvida suportável só por uma heroína: o marido voltará ou não para casa? “Às vezes, ele chega cansado, mas é muito gratificante vê-lo proporcionar um pouco de felicidade para as crianças. O tratamento é tão pesado… O trabalho dele como policial é perigoso, me estressa muito, tenho muito medo. É corrido ele ser Capitão América, mas gera muitos benefícios.” A filha Marcia, a “Batgirl”, orgulha-se: “É emocionante o que ele faz. Se tivesse mais gente como ele, o mundo seria diferente”.

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