FRENTE EM DEFESA DA SOBERANIA SERÁ LANÇADA HOJE NO RIO

Postado por Valentin  Ferreira / da Rede Brasil Atual lançamento da frente.jpgLULA MARQUES/IMAGEM

Lançamento da Frente, em Brasília, em junho, com os ex-ministros Bresser Pereira e Celso Amorim e parlamentares. Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional já foi lançada em diversas capitais do país

por do Brasil de Fato 

 Depois de ser lançada em diversas capitais do país, chegou a vez da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional ser discutida no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (2). A ideia é apresentar a proposta do grupo, formado por políticos de diferentes partidos e integrantes da sociedade civil, que se coloca contra a maneira como tem sido feita gestão dos recursos naturais, as privatizações e a forma de lidar com a política externa do governo de Michel Temer (PMDB).  

De acordo com Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia e membro da frente, seu lançamento é essencial para mostrar para a sociedade brasileira que a luta em defesa da soberania não é partidária, mas sim uma luta de todos os brasileiros. “O projeto de construção de um Brasil para os brasileiros hoje está ameaçado por conta de uma proposta de governo que é absolutamente descompromissada de qualquer tipo de interesse da sociedade”, explica.

“O que está em jogo hoje é a nossa sobrevivência enquanto nação independente, o que se quer é nos remeter a condição colonial, de exportadores de matérias primas, recursos naturais e importadores de tudo”, conclui Celestino.

O lançamento está previsto para início às 14h, no auditório do Clube de Engenharia, que fica na avenida Rio Branco, nº 124, no Centro do Rio. O evento já tem presença confirmada dos parlamentares: Jandira Feghali (PCdoB), Lindberg Farias (PT), Roberto Requião (PMDB), Celso Pansera (PMDB), Glauber Braga (Psol), Patrus Ananias (PT) e Wadih Damous (PT).

Segundo a deputada federal Jandira Feghali, mesmo que pareçam temas distantes do cotidiano, os ataques à soberania nacional impactam diretamente a população de diversas formas.

“No caso da privatização da Eletrobras, você tem o aumento da tarifa. Ou seja, o impacto no bolso do consumidor. Além disso tem a questão de política estratégica, coisas que saem da mão do país e passam para empresas. A população é a que mais sofrerá, porque o interesse dela é sempre posto abaixo do mercado”, explica.

Pedro Celestino acrescenta ainda um exemplo de como a soberania é essencial para que o Brasil continue se desenvolvendo de forma justa e democrática. “Um exemplo clássico é o caso da Petrobras. Sem ela, vamos ter que importar todas as matérias primas do petróleo. Isso é o que ocorre hoje na Nigéria e no Oriente Médio, países conflagrados por guerras e conflitos porque não têm propostas de desenvolvimento que atendam os interesses dos seus povos”.