“PÍLULA DO CÂNCER”: QUÍMICO DA UNICAMP CONSTATA QUE SUPLEMENTO DE FOTOETANOLAMINA NÃO CONTÉM A SUBSTÂNCIA

Postado por Valentin Ferreira

Por Carta Campinas

Após a polêmica da fosfoetanolamina, que chegou a ficar conhecida no Brasil como a “pílula do câncer”, o produto passou a ser comercializado como suplemento alimentar, o que não é proibido pela legislação.

Mas o Instituto de Química (IQ) da Unicamp confirmou que a fosfoetanolamina vendida como suplemento alimentar não traz um traço sequer da substância. Recentemente, um laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), solicitado pela Polícia Civil, também constatou a inexistência de fosfoetanolamina em cápsulas de suplemento da empresa Quality Medical Line. Ou seja, o produto é um placebo na linguagem médica. Testes já haviam comprovado a ineficácia do produto.

O dito suplemento alimentar promete melhorar a qualidade de vida, o desempenho de células de defesa do organismo e o equilíbrio das funções metabólicas do corpo, embora implicitamente explore a esperança para a cura do câncer. “Agora, o consumidor pode estar sendo vítima de fraude a partir de um mesmo produto”, diz o professor Luiz Carlos Dias, coordenador do Laboratório de Química Orgânica Sintética do IQ.

O docente foi responsável pelas análises de cápsulas do lote número 1701053, colocado à venda na internet por 99 dólares (mais de R$ 300) o frasco, adquirido e examinado a pedido do jornal Zero Hora e da RBSTV (Rede Brasil Sul), que em 3 de janeiro divulgaram reportagens que levaram a Polícia Civil a deflagrar a “Operação Placebo”.

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