KOTSCHO: É DIFÍCIL SABER QUEM MENTE MAIS, SE A VEJA OU A PF.

Postado por Valentin Ferreira

Por Ricardo Kotscho / Jornal GGN

Armação Veja-Polícia Federal sobre a prisão de Lula: quem mente mais?

O que se pode esperar de uma história sobre a prisão de Lula contada pela Veja e desmentida pela Polícia Federal?

Jogando juntos desde o início da Lava Jato, a revista e a PF pensam que todo mundo é idiota.

Com a chamada “Veja teve acesso à ala restrita onde está o ex-presidente e revela os bastidores dos seus primeiros trinta dias de cárcere”, a Veja circulou na sexta-feira com uma fakenews na capa, segundo nota divulgada pela Polícia Federal do Estado do Paraná:

“Minucioso exame das imagens de circuito interno de segurança permite verificar que o autor da matéria não teve acesso à área restrita ao Ex-Presidente”.

Em quem acreditar? Mais provável é que tudo tenha sido armado em comum acordo como tem acontecido há quatro anos nestas relações incestuosas da Lava Jato com a imprensa.

Se proibiram até a entrada do médico de Lula na cela em que está confinado, como é que um repórter poderia ter acesso à área restrita sem a participação de policiais federais na operação?

“Grande parte das informações são equivocadas e imprecisas”, diz a nota da PF, mas admite que “o jornalista esteve presente no edifício da Superintendência Regional recentemente, onde participou de uma reunião com um servidor que não possui relação com quaisquer procedimentos relacionados à custódia”.

Quem é esse servidor? O que faz lá e qual o motivo da “reunião com um servidor”?

São normais reuniões de jornalistas com servidores da Polícia Federal? Com que objetivo?

No final, a nota deixa uma brecha caso a revista consiga provar que quem está mentindo é a Polícia Federal:

“As circunstâncias que envolvem possível circulação do jornalista por outras alas do prédio, após a mencionada reunião, já estão sendo apuradas”.

Que beleza, quer dizer então que podemos ficar mais tranquilos. Se “estão sendo apuradas”, assim no gerúndio, em breve saberemos o que aconteceu, não é mesmo?

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