O JUIZ QUE TOMOU O LUGAR DE “DEUS”

Por Valentin Ferreira

Deus pode até continuar “sendo brasileiro”, mas perdeu o lugar para um juiz.

É. Temos aí um juiz-deus.

Ele é absoluto e soberano. Faz suas próprias leis. E as usa como convém.

Acusa, julga e condena. Flex-multiuso.

Você pode até  protestar.

Mas lembre-se que no século passado na década de 30/40, um sujeito concentrou em suas mãos tamanho poder que o resultado não poderia ter sido pior: o holocausto de milhões de seres humanos.

Se a Lei Maior não imperar, outros juízes-deuses vão aparecer.

Juízes justos, perderão a batalha.

A justiça seletiva desse juiz-deus alcança só os que lhe convém.

O que fazer? Apelar a Deus? Mas Deus perdeu o lugar. Nem brasileiro é mais!

Recorrer a quem? A um juízo superior? Não adianta. Está nas mãos dele.

O papel do TRF-4 lembra os tribunais de exceção.

Sobra: a liberdade tolhida, voz calada, esperança espezinhada.

 

O tempo passa, e não há muito mais tempo para ignorar o que se passa.

Olhe para trás!

Sempre é bom lembrar! A velha História testemunhou e registrou.

Os que “tomaram” o lugar de Deus até diziam que fariam Justiça. E fizeram. A seu modo.

Resultado: Aquela “justiça” fez cadáveres aos milhares. E não faz tempo.

Político-deus, magnata-deus, juiz-deus. O resultado é o sofrimento ao povo.

Em artigo no Carta Campinas, Glauco Cortez diz que “não precisa ser petista para ver que a justiça brasileira no caso Lula e todas as ações parciais contra o PT e Lula mostram semelhança com a justiça da Alemanha pré-nazista. Em alguns casos, as decisões judiciais da Alemanha que possibilitou a ascensão do nazismo são menos escandalosas do que as decisões da justiça brasileira em relação ao ex-presidente Lula”