COMO OS GENERAIS RECHAÇAM A IDEIA DE “INTERVENÇÃO”

Postado por Valentin FerreiraMilitares que atuam como ministros da Defesa e da Segurança Institucional fazem crítica direta aos que pedem a volta da ditadura no Brasil 

 Por João Paulo Charleaux / Nexo Jornal

Em fevereiro de 2017, o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, abriu uma conta no Twitter. Desde então, ele vem fazendo dessa rede social um posto avançado das opiniões do Exército a respeito dos mais diversos temas.

Em pouco mais de um ano, Villas Bôas já opinou sobre combate à criminalidade, o politicamente correto, a intervenção no Rio de Janeiro e até o julgamento de um pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo.

Até então, o posto avançado de Villas Bôas nas redes era um local seguro. Mas o ambiente mudou radicalmente a partir da última semana do mês de maio de 2018, quando milhares de caminhoneiros e de empresas de transporte paralisaram as rodovias do Brasil para cobrar do governo principalmente a redução no preço dos combustíveis.

Um setor radical e antidemocrático da sociedade viu no caos provocado pelas paralisações uma oportunidade de que o Exército decretasse o início de uma “intervenção militar” – nome usado para se referir a golpe e ditadura. Ao apoiar os caminhoneiros, esses grupos esperavam prolongar e tensionar os protestos, derrubar o governo e colocar os militares no poder.

Porém, cinco dias depois do início das paralisações, o presidente Michel Temer decretou o emprego das Forças Armadas para desobstruir vias e escoltar comboios. Coube a Villas Bôas implementar o decreto. E foi sobre ele também que recaíram as críticas dos que esperavam do general uma ação em favor dos caminhoneiros e da dita “intervenção militar”. Villas Bôas foi chamado de “frouxo” e de “comunista” nas redes. A maior parte das mensagens dirigidas a ele são cobranças e ofensas:

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