DOIS 7 a 1 É DEMAIS! PRIMEIRO COM A ALEMANHA, DEPOIS COM O GOLPE!

Por Valentin Ferreira

Provavelmente você pode ser um daqueles que não vestiu a camisa amarela da CBF para se manifestar pelo impeachment da Dilma.

E se vestiu e saiu às ruas foi iludido por propagada enganosa que povoou mentes e corações por fazer  acreditar que solapando Dilma do planalto tudo iria melhorar e os brasileiros pobres e classe média baixa voltariam a sorrir.

Pois é.

O tempo passou a Copa chegou e a maioria do povo, segundo o Datafolha 53%, não está nem aí com o evento na Rússia.  Mesmo com nossa seleção jogando um bom futebol, poucos ou quase ninguém se sente encorajado a colocar a  t-shirt  “amarelinha” e sair por aí.

Vergonha? Talvez. Arrependimento de alguns? Pode Ser. Medo de ser confundido com um sujeito igual a foto acima? Quem sabe.

A verdade é que os brasileiros que se vestiram de CBF para sair às ruas e avenidas do Brasil, boa parte foi iludido pela magistral Globo, que vendeu solução e entregou um problemão, também descobriram que a tal entidade do futebol nadou em corrupção, em parceria com quem…?  Logo…

Na esteira da desilusão, não dá para esquecer   o 7 x 1 que sofremos da Alemanha. Dói até hoje. Quem sabe essa não é a oportunidade de devolver com juros o desastroso resultado. Pior que o 7 x 1 da Alemanha foi a goleada que os golpistas aplicaram sobre a nação brasileira. Tão ou mais quanto aquela, essa derrota  machucou a alma verde amarela e atropelou a democracia.

De qualquer forma torço para o Brasil trazer o caneco. Vejo a seleção canarinho apresentando um futebol que há muito não se via.

Mas a Copa vai passar. Um meizinho só e continuaremos a viver a dura realidade dos nosso dias, imposta por uma elite política e financeira que não está nem aí com os brasileiros. Enquanto maioria teremos que dar solução ao nosso futuro. Sem ódio e sem rancor. O Brasil é muito maior que os problemas que estamos enfrentando. E seu povo já demonstrou que é capaz de virar e mesa.

O desencanto das pessoas  com a política torna a distância ainda maior da necessária reflexão que é preciso  fazer sobre nosso futuro. Futuro desta e das novas gerações. Para os profissionais da política quanto mais desorientados estejamos mais proveito tirarão da nossa indiferença e revolta.

Quem promove verdadeiras mudanças não são os eleitos. As mudanças que precisam ser feitas de verdade quem faz é o eleitor, o povo. Primeiro pelo voto, depois pela  exigência em troca da qualidade e responsabilidade que colocamos nele, o voto.

Duas oportunidades estão à nossa frente:  primeira ganhar esta Copa para esquecer o vexame imposto pelos alemães e segundo termos eleições livres e democráticas que permitam a livre manifestação do povo para promover as verdadeiras mudanças que o Brasil precisa. Com Lula candidato.