PRESAS DE SP CRIAM COOPERATIVA E EMPREENDEM DA CADEIA: ‘Tenho direito de tentar mudar’

Postado por Valentin Ferreira / da BBC Brasil

O maior sonho de Tânia Rodrigues é pegar toda sua história, virá-la do avesso e, a partir daí, tornar-se um exemplo a ser seguido. Seria uma reviravolta, um “modelo de superação” para seus três filhos que a aguardam do lado de fora da prisão, mas também para outras mulheres que, como ela, dormem diariamente trancadas em algum presídio do Brasil.

“Pensava muito sobre o que eu faria da minha vida quando sair daqui, pois estou marcada, carimbada como uma presidiária”, diz ela, que tem 34 anos e está há três na detenção feminina Tremembé 2, no interior de São Paulo. Foi condenada por tráfico de drogas e receptação.

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É comum as presas trabalharem para empresas e fundações que atuam em detenções. Nestes casos, elas recebem um salário e redução de um dia de pena a cada três trabalhados.

No caso da cooperativa, além da remissão de pena, elas vão dividir os lucros dos produtos a serem vendidos. “Tivemos de convencê-las de que são elas que vão construir a cooperativa, elas serão sócias e responsáveis por tudo”, diz Anderáos.

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