PERDEMOS PARA A BÉLGICA NO FUTEBOL. E O QUE ESTAMOS PERDENDO EM PATRIMÔNIO BRASILEIRO PARA OUTRAS “EQUIPES” ESTRANGEIRAS?

Postado por Valentin Ferreira

Perder no futebol faz parte. Perder patrimônio do país que implica em empregos de milhares ou milhões de pessoas é outra coisa. Enquanto a bola rolava nos campos da Russia, o desgoverno brasileiro aproveitou a desatenção do povo para entregar ao estrangeiro parte de nossas riquezas em energia elétrica, campos de petróleo etecnologia de ponta da indústria aeronáutica. E não deve parar por aí. Abaixo artigo  do Jornal GGN por Fábio de Oliveira Ribeiro, sob o título, Tristes tópicos de um futebol togado, focando o assunto.

A seleção brasileira perdeu para a Bélgica. Portanto, devemos ficar tristes e acreditar que o futebol é mais importante do que o petróleo, a Petrobras, a Eletrobras, a Embraer, etc… que foram entregue aos estrangeiros. O nacionalismo à direita se resume a camisa da CBF.
A Bélgica derrotou o Brasil. Logo, o povo vai começar a perceber que está sendo enganado, que as riquezas nacionais foram dilapidadas e que o preço do gás e da gasolina continua subindo. A conscientização política à esquerda se constrói como uma ilusão derivada das ilusões desfeitas.

Futebol é política. Sim, disse e repito, futebol é política. Ambos funcionam como um jogo em que ganhar e perder são mais importantes do que disputar. A verdadeira disputa não é pela bola ou pelo cargo, mas pelo prestígio e pelo dinheiro que faz o jogo continuar a ser jogado. O estádio da política é a urna e o craque de futebol empresta sua imagem para seu candidato preferido, que pode muito bem ser aquele que pagou o maior cachê. 
No campo político as regras deveriam ser respeitadas. Mas elas deixaram de existir no exato momento em que os juízes passaram a atuar como um time organizado para destruir o jogo. A justiça também se transformou numa Copa Imunda, em que os juízes escolhem quem pode e quem não deve disputar a eleição. Lula preso, gol para o time dos juízes que aproveitam a vitória para exigir salários maiores e privilégios mais odiosos.  Lula solto, a equipe togada fica com medo de levar um cartão vermelho da população nas urnas.
Uma derrota do Brasil para a Bélgica não deveria entristecer ninguém. No futebol vence o time que jogou melhor, que teve mais sorte ou que cometeu menos erros. Uma vitória belga no Brasil seria bem mais interessante.
A Bélgica não é e nunca foi o país mais rico da Europa. Sempre que seus poderosos vizinhos entraram em guerra, os belgas sofreram danos econômicos e humanos em seu território. Apesar disso, a população da Bélgica reconstruiu o país e conseguiu conquistar um padrão de vida decente. 
PIB belga é muito menor do que o PIB do Brasil.  O Brasil é considerado o nono país mais rico do mundo, a Bélgica é o vigésimo sexto. O que explica o abismo social em nosso país não é o tamanho da economia do Brasil e sim o desejo neurótico que alguns (jornalistas, jogadores, empresários, políticos etc…)  tem de perpetuar as diferenças gritantes entre pobres e ricos. 
No momento em que a estrutura social brasileira começou a ficar parecida com a da Bélgica, os juízes entraram em campo para revogar a constituição e restaurar o abismo que separa o time de toga da maioria da população. Portanto, a civilização brasileira foi derrotada pela Copa Imunda antes da seleção canarinho entrar em campo contra a Bélgica. 
Desemprego, desespero, trabalho escravo, violência policial, fome, desnacionalização das riquezas nacionais, destruição programática dos sistemas públicas de educação, saúde e previdência… Se nada for feito um Congo Belga continuará crescendo dentro do Brasil e poucos ficarão surpresos ou tristes quando um cataclisma destruir os Palácios governamentais e os Tribunais que impedem a população brasileira de conquistar uma vida decente, honesta e produtiva.