O “DEUS” DAS MÃOS QUE TAMBÉM SIMBOLIZAM ARMAS

Por Valentin Ferreira

Com o devido respeito aos que creem em Deus, não dá para não falar sobre como o “Deus” dos futuros governantes é usado e lambuzado com referências diuturnas desde as eleições.

Evidencia-se   vulgar  exploração  do nome de “Deus”  como muleta a amparar  legitimidade e coerência que são desmentidos pelo histórico de gestos e discursos  que negam o mínimo  de respeito á Palavra e  às suas criaturas.

“Deus acima de Todos”, “Jesus no pé de goiaba”, “Deus está de volta ao Brasil”, “Deus” isso, deus aquilo e por aí vai.

Não custa lembrar que esse “Deus” foi invocado e misturado com kit gay, mamadeira erótica, e outras figuras exóticas, tudo num combo argumentativo para ludibriar milhares de eleitores desavisados que acreditaram em tudo isso como se a história dos objetos eróticos fosse tão verdadeira como o Deus que muitos acreditam existir.

Bota-se tudo no mesmo balaio para dar credibilidade à trama. Nem precisa dizer do abuso extremado da boa-fé das pessoas.

Diz o futuro chanceler Ernesto Araújo que “Deus está de volta ao Brasil”. Qual Deus? Pode ser o deus-capital cujo discípulo maior mora no hemisfério norte e recebe continência de seus sabujos deste lado das Américas prontos para tomar decisões em nome do povo.

Num governo teocrático de vertente evangélica que se desenha no horizonte da Esplanada, por certo muitos ministros desse governo, gostaria que o Todo-poderoso ocupasse a cadeira do 23º cargo no primeiro escalão.

Quem sabe este Senhor, o da Verdade, poderia ter um plano de governo coerente com as premissas trazidas por Seu Filho, cujas prioridades e segmentos sociais amparados, não são os do futuro governante.