LOJAS DE ANIMAIS SÓ PODERÃO VENDER CÃES, GATOS E COELHOS RESGATADOS. NA CALIFÓRNIA

Postado por Valentin Ferreira

Esta é  uma lei que deveria ser copiada no Brasil para disciplinar de vez  essa questão. Sabe-se que muitos “criadores” desses animais fazem verdadeiras crueldades com os bichinhos.

Leia a matéria de Suzana Camargo/ Conexao Planeta

Na semana passada, o estado mais vanguardista dos Estados Unidos passou outra legislação em que proíbe a venda em pet shops de animais, nascidos nas chamadas “fábricas de filhotes”. A partir deste momento, essas lojas só poderão comercializar cachorros, gatos e coelhos que foram resgatados, vindos de abrigos.

A intenção da nova lei é acabar com os negócios de reprodução de animais em massa, onde filhotes vivem em lugares superlotados, sem as mínimas condições de higiene e sem supervisão de veterinários.

O texto já havia sido aprovado no final de 2017, mas as lojas de animais tiveram seis meses para se adaptar à nova norma. De agora em diante, só será permitida a venda direta (sem intermediários) de filhotes por criadores, licenciados e fiscalizados pelo Departamento Federal de Agricultura.

Os pet shops que desobedecerem à lei serão multados em US$500, por animal, encontrado no estabelecimento.

Anualmente, os californianos pagam US$ 250 milhões em impostos para bancar as despesas de abrigos de animais abandonados.

Em uma investigação conduzida pela Humane Society of the United States, foram encontrados filhotes mortos em lojas de animais em dois estados.

“A legislação da Califórnia é a primeira de um movimento que, em breve, chegará a outros estados”, comemorou Kevin O’Neill, vice-presidente de outra organização, a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals, em entrevista ao jornal The New York Times.

No estado de Maryland, por exemplo, uma lei, que entrará em vigor a partir de 2020, permitirá que as lojas de animais ofereçam apenas bichos para adoção.

Estima-se que mais de 2 milhões de filhotes sejam comprados, por ano, nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que, praticamente um número similar acaba morrendo, em abrigos, por falta de pessoas interessadas em adotá-los.