SOB O CÉU DE PARIS…Édith Piaf (é permitido se emocionar)

 

Por Valentin Ferreira

A música como outras formas de manifestação da arte encontrou nesta canção e sua letra a exaltação da sensibilidade humana que muitas vezes se perde sob tantas coisas fúteis.

Ouvir e saborear a poesia de sua letra é mais que um enlevo. É poder voltar-se para dentro da alma e deixar explodir toda sua beleza que insistimos  em não mostrar. Por quê?

Nestes tempos sombrios* com seus homens e mulheres a buscar desesperadamente respostas para perguntas que sequer conseguimos fazer, deixar-se envolver pela poesia e sensibilidade de musicas como esta, é dar oportunidade para o transcendental, que  suavemente, faz nossos olhos voltarem-se  aos céus.

Se algumas lágrimas, desesperadamente, querer inundar seus olhos, não se sinta fraco, inútil. É o humano lutando pelo espaço perdido. É a fragilidade do nosso SER  abrindo espaço para o infinito poder falar. Dê oportunidade ao silencio. A sabedoria brotará  do chão sem piso, agora  umedecido pela força dos pingos que carregam o mistério de por vezes ser manifestação de tristeza, mas em outras, explosão da alegria.

Versão: Instrumental : Paul Mauriat: https://www.youtube.com/watch?v=9GRoBVbULF0

Sob O Céu de Paris (sous Le Ciel de Paris)

Ivon Curi

Maxximum: Ivon Curi

 

Sob este céu azul
Paira uma canção
Hum, hum
Amargurada e triste
A buscar solidãoMesmo estando só
Eu me sinto feliz
Lalalalá
Cantando a canção
Que embala ParisFala de dor, prazer
Fala de amar, viver
Convida a tudo fazer
E de tudo esquecer

(repete a segunda estrofe)

Mulheres que passam
Fazendo um sinal
Mulheres que abraçam
Tudo isto é banal

É um mundo que acorda,
Chora, canta, sente, sonha, ama, vive
E grita feliz:
“Ó céu de Paris!”

(repete as terceira e segunda estrofes)

Paris, Paris, Paris…

——-

(*) Termo referência do título do livro “Homens em tempos sombrios” de Hannah Arendt.