DE ALGAZARRA EM ALGAZARRA, A CARAVANA SEGUE…

Por Valentin Ferreira

Quando você não tem nada para  mostrar, mostre alguma coisa.

Assim está funcionando o  (des)governo do ex-capitão. Não tem e nunca teve um plano de governo. Todos nós sabíamos disso. Quem o elegeu, elegeu uma figura. Um “minto” com “n” mesmo.

O seu “posto Ipiranga” pode até ter uma boa fachada, mas, por enquanto, de novo, só entregou o projeto de reforma da previdência, que uma vez aprovada como está, muitos irão depender da providência. De Deus.

Economia, Saúde, Educação, Políticas Sociais, e outras áreas estratégicas do governo, seus titulares agem com tanta improvisação e descompromisso com a seriedade, que mais parecerem atuando como os personagens do “loucademia de polícia”.

O que se constata, é que, se a máquina governamental está emperrada, a fábrica de fatos e notícias absurdas está a todo vapor. É a continuação da campanha eleitoral, sem tirar nem pôr. Não é preciso enumerar os factoides, vídeos, frases de efeito, mandos e desmandos que todos os dias pipocam na imprensa, criando e recriando notícias que alimentam as rodas de conversa.

Órgãos de imprensa de grande calibre como Folha, Estado, Globo, entre outros, já gritaram em seus editoriais: Bolsonaro, saia do twitter e comece a governar!

Assim o que se vê é que o “alguma coisa” que este desgoverno está fazendo é produzir barulho diariamente para esconder o desgoverno. Enquanto o barulho acontece na superfície, no submundo dos interesses, os poderosos vão trançando a teia de ações com objetivo claro de entregar nossas riquezas naturais, e se submeterem às estratégicas da geopolítica sob as ordens da poderosa águia no Norte.

Interesses de banqueiros (com a previdência) das grandes economias com a Petrobrás são as meninas dos olhos da vez. Até o absurdo do fundo bilionário alimentado com grana da Petrobras para atender sabe Deus o quê, entra na cesta dos obscuros objetivos.

Assim, enquanto a algazarra produzida pelo desgoverno move a caravana para o destino traçado, nós simples mortais, espectadores deste circo de horrores, “latimos” um latido medroso, tímido, aquém dos necessários brados, que podem cessar essa aventura.