A “VACA SAGRADA” E O BEZERRO DE OURO

Por Valentin Ferreira

Na Fiesp onde esteve ontem, o vice-presidente Hamilton Mourão proclamou para que a plateia saboreasse, que o reajuste do salário mínimo é uma “vaca sagrada”.

Como não podia deixar de ser, foi aplaudido entusiasticamente. Claro que se tivesse numa assembleia da CUT diria o contrário.

É o famoso discurso ao gosto da plateia. Sem entrar no mérito que o caso SM merece, qualquer empresário com um mínimo de visão de desenvolvimento, e, o vice por certo deve saber, que quando maior for  o poder de compra das pessoas, maior é o desenvolvimento econômico, e por tabela, mais dinheiro no bolso dos detentores do capital. Coisa que o Brasil experimentou há alguns anos, sob o comando de Lula, e ocasião que nenhum empresário reclamou que o salário mínimo era alto ou que seu reajuste era estúpido.

Os donos do “Bezerro de Ouro” sabem que, quando mais magra for a vaca – se sagrada ou não – mais raquítico será seu filhote. Isso eles não querem.

De acordo com Carta Capital o Brasil tem um dos menores SM do planeta, como “mostra um levantamento de 2018 da Fundação Alemã Hans Bockler. O estudo faz uma comparação da remuneração da hora trabalhada. Os valores são medidos em euros pela paridade do poder de compra, metodologia que elimina os efeitos das variações cambiais”.

Um outro comparativo, produzido pelo Ipea com base em dados da OCDE, a organização mantida pelos países ricos na qual o governo Bolsonaro pretende inserir o País, chega a conclusões semelhantes.

Na lista comparativa, só ficamos atrás do México entre as nações pesquisadas (em dólar, pela paridade do poder de compra). Os dados são de 2015.

Com informações de Carta Capital