GOVERNO DE SÃO PAULO ASSINA ACORDO COM A CHINA PARA FORNECIDO DE VACINA CORONAVAC

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Por Diogo Magri /ElPais

Doria assina acordo de 90 milhões de dólares para produção e fornecimento da vacina Coronavac pelo Instituto Butantan

O governador de São Paulo, João Doria, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o vice-presidente internacional da empresa chinesa Sinovac, Weining Meng, assinaram nesta quarta-feira o contrato para a produção e fornecimento de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, que atualmente se encontra na terceira fase de testes, até dezembro de 2020. “Este 30 de setembro de 2020 é uma data histórica”, ressaltou Doria. 

O valor do contrato com a Sinovac é de 90 milhões de dólares e será responsabilidade do Governo de São Paulo, de acordo com o governador. Segundo ele, o documento prevê a entrega de seis milhões de doses prontas e a transferência de tecnologia e conhecimento para a produção das outras 40 milhões pelo Butantan até o fim do ano. “É a vacina mais promissora do mundo neste momento”, comentou Dimas Covas.

O Governo paulista sinalizou que deve adquirir mais 14 milhões de doses até fevereiro de 2021, totalizando 60 milhões, ação que Doria espera fazer em conjunto com o Ministério da Saúde. “Não temos razões para duvidar que o ministro Pazuello estará do lado da Secretaria de Saúde e do Instituto Butantan nessa campanha de vacinação”, disse o governador. Ele garante, no entanto, que mesmo sem o apoio federal pretende cumprir a promessa das 60 milhões de doses disponíveis até o início do ano que vem.

Dimas Covas afirmou que já foram testados 7.000 de 13.000 voluntários e a expectativa é de que os resultados da terceira fase de testes sejam divulgados até o dia 15 de outubro. Sendo eles positivos, a vacina aguardará a autorização da Anvisa. A expectativa é de que a vacinação comece no dia 15 de dezembro, priorizando os profissionais de saúde.

Nesta quarta-feira, São Paulo registrou 44% de ocupação dos leitos de UTI no Estado, número que cai para 42,5% na Grande São Paulo e segue a tendência de 10 semanas seguidas de queda nas internações. Por isso, Doria anunciou que, pela primeira vez desde o início da pandemia, está redirecionando leitos de UTI para o atendimento de outras doenças graves. Os números de casos confirmados e mortes em São Paulo não foram atualizados nesta quarta-feira e, por enquanto, seguem em 979.519 infectados e 35.391 mortes, dados divulgados pela Secretaria de Saúde ontem (terça-feira).