ARCEBISPO DE APARECIDA TRATA BOLSONARO COMO FAKE PRESIDENTE

Para ser pátria amada não pode ser pátria armada', diz arcebispo de  Aparecida em sermão do Dia de Nossa Senhora | Festa da Padroeira 2021 | G1

Sob Bolsonaro, a exemplo do que ocorria na ditadura, alguns sacerdotes católicos levam comícios no bolso da batina. 
Neste Dia de N. Srª, o arcebispo de Aparecida, D. Orlando Brandes, injetou política no sermão. Tratou Bolsonaro como uma espécie de fake presidente
“…Para ser pátria amada não pode ser pátria armada”, disse, p. ex,, D. Orlando, antes de defender “uma república sem fake news“, “sem corrupção”, “sem ódio” e “com fraternidade”.

O arcebispo utilizou contra o presidente material fornecido pelo próprio Bolsonaro. Aproveitou-se do fato de que o capitão opera num mundo com duas verdades: a dele e a verdadeira 

O primeiro Bolsonaro cultua um versículo do Evangelho de João: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. O outro é parecido com o primeiro, só que mente um pouco.
Sem mencionar-lhe o nome, D. Orlando beliscou todos os calcanhares de vidro de Bolsonaro. 
Mencionou os 600 mil mortos por covid. A certa altura, enalteceu as vacinas e a ciência. Foi como se quisesse realçar que a retórica e a prática de Bolsonaro não ornam com as sagradas escrituras. 
Horas depois da homilia de D. Orlando, operou-se um pequeno milagre. Bolsonaro chegou à Basílica de Aparecida usando máscara. Ouviram-se vaias e aplausos.

 (por Josias de Souza)

Imagem: G1/Globo