QUEIROGA CHAMOU POR “SÃO LONGUINHO” E CONECTSUS APARACEU?

Por Fernando Brito/Tijolaço

O Ministério da Saúde informa que encontrou todos os dados do cadastro de vacinação contra a Covid dos dos brasileiros. Ótimo, antes tarde do que nunca.

Mas ficaram no ar muitas questões que, até gora, fazem com que este tal “ataque hacker” seja, como lembrou meu bom amigo Tales Faria, no UOL, a frase que Brizola sempre usava sobre “se algo tem cara de jacaré, dente de jacaré e couro de de jacaré, pode crer que é um jacaré.”

— Essa história do hackeamento do site do Ministério da Saúde tem cara, dente e pele de jacaré. É muita coincidência.,.” diz Tales, com a mesma estranha impressão que foi manifestada sexta-feira neste blog.

Onde estavam, afinal, estes registros, que os supostos hackers teriam criptografado e insinuado exigir um “resgate” para que pudessem ser acessados outra vez?

Na nuvem? Num backup? numa gaveta? Em caixas vazias de cloroquina? O ministro Marcelo Queiroga deu três pulinhos, chamando pelo lendário São Longuinho, o santo das coisas perdidas, na imaginação popular?

Não é um arquivozinho pequeno – são mais de 150 milhões de nomes e de 300 milhões registros – que pudesse ter ficado esquecido num pen drive de camelô.

Curioso: os dados foram encontrados assim que o ministro Luís Roberto Barroso mandou que o governo voltasse a trabalhar, essencialmente, com os registros de vacinação.

O Ministério da saúde e a Policia Federal estão devendo muitas explicações sobre como aconteceu esta história, que parecia providencial para a teimosia de Jair Bolsonaro contra a cobrança dos certificados de vacinação.

Alguma coisa, afinal, na história da vacina, virou jacaré…