NEM NA “CONSULTA ARMADA” OS ANTIVACINA CONVENCEM

Por Fernando Brito

Marcelo Queiroga, convertido em sabujo das vontades de Jair Bolsonaro “armou” uma incompreensível ‘consulta pública’ para criar mais confusão na vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid, possivelmente com a ideia de que as falanges cibernéticas do bolsonarismo fosse registrar uma oposição à aplicação de uma vacina testada e aprovada em milhões de pessoas desta faixa etária.

A convicção da população em que a vacina é boa e necessária, porém, fez desabar a armação, mesmo ainda existindo que, na área médica, ainda pratique o negacionismo vacinal e o charlatanismo da indicação de cloroquina e outras mezinhas do curandeiro do Planalto.

Sem revelar números exatos, integrantes do Ministério da Saúde revelaram que a maioria dos quase 100 mil participantes da “consulta”, via internet, foram contra a exigência de prescrição médica para se se aplique a vacina, o que a tornaria virtualmente impossível que ela fosse ministrada às crianças das camadas e regiões mais pobres, sem acesso a pediatras e sujeitas ao receio de um profissional em assumir responsabilidades de segurança que cabem as próprias autoridades sanitárias e aos seus órgãos de vigilância, como a Anvisa.

Menos mal, porque pretender tomar decisões médicas na base no método Chacrinha – a vacina vai para o trono ou não vai? – é uma das maiores bobagens que já se viu na medicina brasileira. Só o estado de putrefação mental e ética a que o país foi levado explica este “plebiscito vacinal”.

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