OS FILHOS DE PORTEIROS QUE CHEGARAM À UNIVERSIDADE TÊM ORGULHO QUE O MINISTRO PAULO GUEDES IGNORA

Danilo, Ricardo, Heloisa, Gabriela, Luiz, Thais e Cristiane: todos filhos orgulhosos de porteiros que conseguiram cursar uma faculdade.

Jovens de baixa renda se beneficiaram de programas de inclusão recentes para estudar. O ministro da Economia, de elite abastada, também foi bolsista do CNPq. Seu comentário sobre o filho do seu porteiro feriu brasileiros que têm no Prouni a única janela para mudar seu destino

Por Gil Alessi e Regiani Oliveira /m El País Brasil

“Tu se acha melhor que todo mundo. Que tu é superior a todo mundo”, diz a personagem Val, uma empregada doméstica interpretada por Regina Casé no filme Que horas ela volta? (2015). Jéssica (Camila Vardilla), sua filha que resolve prestar vestibular, então responde: “Eu não me acho melhor não, Val. Só não me acho pior”. A personagem Jéssica se tornou símbolo de uma geração de jovens brasileiros de origem pobre que nos últimos anos correu atrás de um sonho: ingressar em um curso universitário. Políticas sociais na área da educação, elaboradas para reverter um quadro secular de exclusão e desigualdade, contribuíram para facilitar o acesso de filhos de pretos e pobres a espaços até então reservados para uma elite branca.

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“BELEZA OCULTA”: UM FILME QUE FAZ PENSAR. E SE EMOCIONAR

Will Smith e Helen Mirren numa das cenas do filme, que tem no elenco: Edward NortonKeira KnightleyMichael PeñaNaomie HarrisJacob LatimoreKate Winslet.

O filme conta a historia de Howard, personagem do Will Smith que entra em depressão após a morte de sua filha.

Howard é dono de uma agencia de publicidade junto com mais três sócios, Claire (Kate Winslet), Simon (Michael Peña) e Whit (Edward Norton).

Foram dois anos difíceis, Howard se afasta de agencia e de seus amigos, não vê mais sentido na vida, nada mais tem importância, existe uma falta de iniciativa, está apático e imerso no vazio depressivo. (Fonte) Abaixo, o Trailer.

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ESSE POVO BRASILEIRO TEM MANIA DE LUTAR PELA VIDA

Imagem: Reprodução

Por Denise Assis / Jornalistas pela Democracia

Sem se dar conta de que havia uma câmera ligada, o ministro da Economia do Brasil foi o que ele é: Paulo Guedes. Destilou seu preconceito contra os pobres, com frases ao estilo do que o ex-presidente Lula costuma incluir nos seus discursos, para ilustrar o porquê do antipetismo, nos últimos cinco anos, ter grassado em praça pública, quando antes era comentado como fez Guedes, à boca miúda. A ilustração feita por Lula: “eles não querem estudar ao lado do filho do porteiro! Eles não querem andar de avião com um pobre sentado do lado” -, ganhou corpo e  CPF na voz do ministro, que além de dar cores a falas semelhantes, ainda reclamou, justo no dia em que o país atingia a trágica marca de 400 mil mortos pela Covid, de que o brasileiro tem mania de querer viver 100 anos.

“O Estado brasileiro é um Estado quebrado. Quebrou. E ele quebrou no exato momento em que o avanço da Medicina… Não falo nem da pandemia, falo do direto à vida. Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130. Todo mundo vai procurar o serviço público . E não há … Continue Lendo

POR QUE OS DITADORES E TIRANOS ENCHEM A BOCA FALANDO DE “POVO” ?

Presidente Jair Bolsonaro acena para apoiadores em Brasília, no dia 5 de abril. ERALDO PERES / AP (*)

Para eles, o povo é formado pelos mais incultos, pelos mais pobres, pelos que ficam sempre à margem das pessoas que detêm o poder e decidem o que é melhor para eles. Eles não precisam pensar. O tirano pensa por eles.

Por Juan Arias / El País Brasil

Não deve ser uma casualidade que os ditadores e tiranos adorem falar de “povo”. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro sempre se refere ao povo. Dias atrás, disse a seus seguidores que está “aguardando o povo dar uma sinalização” para tomar decisões.

Quem é esse povo ao qual os ditadores sempre se referem? Em suas bocas, “povo” soa como um rebanho que segue fielmente as ordens do déspota. É a massa que obedece às cegas as ordens do tirano de plantão que a hipnotiza para torná-la objeto passivo de seus caprichos.

Para eles, o povo é formado pelos mais incultos, pelos mais pobres, pelos que ficam sempre à margem das pessoas que detêm o poder e decidem o que é melhor para eles. Eles não precisam pensar. O tirano pensa por eles.

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