ENSINE AS CRIANÇAS A PENSAR, NÃO O QUE PENSAR.

Um professor sufi tinha o hábito de contar uma parábola ao final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam a mensagem dela.

– Professor – um de seus alunos disse desafiadoramente um dia – você sempre nos conta uma história, mas nunca explica seu significado mais profundo.

– Peço desculpas por ter realizado essas ações – o professor pediu desculpas – me permita reparar o meu erro, vou lhe oferecer meu delicioso pêssego.

– Obrigado professor.

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ESCRAVIDÃO, A ORIGEM DO RACISMO

Negro castiga negro: aberração da herança de ódio deixada pela colonização portuguesa

Por Donatella Di Cesare*

Hoje não se pode ignorar a dupla condenação que atingiu o racismo: a da ética, que em Nuremberg pronunciou um juízo inapelável, e a da ciência, que indicou que a “raça” nada mais é do que uma invenção. O resultado evidente dessa dupla condenação está na transformação em tabu da palavra “raça” que, tornando-se suspeita, é sistematicamente evitada e só aparece entre aspas, para se tomar distância dela. Não é por acaso que muito poucos admitem ser “racistas”.

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SOBRE A NOTA DO MINISTÉRIO DA DEFESA

Por MANUEL DOMINGOS NETO*

Desde a última ditadura, a representação política viveu intimidada pelos militares

Em 1979, acatou uma anistia que preservou praticantes do terrorismo de Estado que atentaram contra a humanidade. Na Constituinte de 1988, através do Artigo 142, reconheceu os superpoderes das corporações armadas. O Ministério da Defesa, organismo essencialmente político, foi entregue ao desígnio do militar. Os negócios da Defesa foram simploriamente assimilados como assuntos militares. Com uma tuitada um general condicionou as últimas eleições presidenciais. Com o país em profunda crise multidimensional, a representação política admitiu que Bolsonaro concedesse privilégios a perder de vista à “família militar”.

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AMÉRICA DO SUL, A GRANDE CONVULSÃO

Abalada pela pandemia, uma sucessão de crises políticas, econômicas e sociais afeta a região
como nunca antes. EL PAÍS percorre pontos nevrálgicos deste terremoto

Por EL PAÍS

Revoltas na Colômbia e no Chileincerteza eleitoral no Peru, uma democracia ameaçada no Brasil, tensões políticas no Equador e na Bolívia, uma economia em queda livre na Argentina e uma crise crônica na Venezuela. A situação no continente está longe de ser aquela que marcou os anos dourados do boom das commodities na década passada, quando a pobreza foi reduzida e o PIB cresceu dois dígitos. A pandemia de covid-19 encontrou a região com pouco espaço para manobra política, um sistema de saúde fraco, cofres vazios e pobreza crescente. O atual descontentamento e a desigualdade herdada acenderam o estopim da violência nas ruas, com processos particulares dependendo dos países, mas todos atravessados por demandas que, como nunca antes, são agora estruturais. O EL PAÍS traz uma síntese política, social e econômica que ajuda a ler em uma chave regional para onde vai o subcontinente.

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TER UM PROPÓSITO SIGNIFICA SER FELIZ

Todos nós tivemos a sensação de conseguir o que queríamos, viver o entusiasmo de um êxito e ficarmos igualmente vazios depois de um tempo. A alternativa para sair desse ciclo é construir um sentido para a vida

Por Pilar Jericó / El País

Às vezes pensamos que a felicidade depende das coisas que acontecem conosco. Acreditamos que se tivermos um salário melhor, se formos mais reconhecidos no nosso trabalho ou se iniciarmos um novo relacionamento amoroso nos sentiremos mais realizados. Todos nós tivemos a sensação de conseguir o que queríamos, experimentar aquela onda de energia e ficarmos igualmente vazios depois de um tempo. Quando isso acontece, definimos novas metas, trabalhamos até alcançá-las e voltamos a saborear o vazio. Assim, repetidamente, como se corrêssemos como um hamster em uma roda giratória. Existe uma alternativa para sair desse ciclo. Em vez de viver de acordo com as expectativas, podemos viver de acordo com nossas aspirações.

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