NÃO HÁ MAIS GOVERNO, E NINGUÉM SE DISPÕE A DERRUBAR QUEM JÁ DESISTIU DE GOVERNAR

Por Celso Rocha de Barros

No sábado (1º), velhos vacinados pelo Doria foram às ruas em apoio a Bolsonaro. Parabéns para os chineses: os manifestantes pareciam bem fisicamente, e seus evidentes problemas mentais eram claramente preexistentes.

Mesmo a maior manifestação, no Rio de Janeiro, não reuniu mais do que quatro ou cinco dias de brasileiros mortos durante a pandemia por culpa do governo Bolsonaro. Se a ideia era dizer “se tentarem derrubar Bolsonaro, terão de se ver conosco”, ninguém ficou assustado.

A demonstração de força dos bolsonaristas fracassou, mas o que interessa é que precisaram tentá-la. Eles sabem que Bolsonaro está perdendo.

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GLOBO: OS APRENDIZES DE FEITICEIRO QUE COLOCARAM O MONSTRO NAS RUAS

Imagem: Jornal GGN

Por Luis Nassif

No início foi o gozo, o exercício do jornalismo sem limites, a exposição do poder extraordinário de colocar multidões nas ruas fantasiadas de verde e amarelo. Convocam-se multidões por todo o país, usavam-se politicamente as estatísticas manipuladas pela Polícia Militar, que tratava seletivamente números e a distribuição de pancadas pelos manifestantes: à esquerda, pau; à direitam abraços.

Não se tratava de uma mídia a reboque, como foi a americana no macarthismo. Era uma mídia comandando as multidões, varrendo para baixo dos tapetes verde-amarelos da Paulista sua incapacidade de enfrentar os novos tempos e encarar a invasão estrangeira, não a de bolivarianos, castristas e o escambau, mas a dos novos veículos que surgiam nos rastros das redes sociais.

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OS FILHOS DE PORTEIROS QUE CHEGARAM À UNIVERSIDADE TÊM ORGULHO QUE O MINISTRO PAULO GUEDES IGNORA

Danilo, Ricardo, Heloisa, Gabriela, Luiz, Thais e Cristiane: todos filhos orgulhosos de porteiros que conseguiram cursar uma faculdade.

Jovens de baixa renda se beneficiaram de programas de inclusão recentes para estudar. O ministro da Economia, de elite abastada, também foi bolsista do CNPq. Seu comentário sobre o filho do seu porteiro feriu brasileiros que têm no Prouni a única janela para mudar seu destino

Por Gil Alessi e Regiani Oliveira /m El País Brasil

“Tu se acha melhor que todo mundo. Que tu é superior a todo mundo”, diz a personagem Val, uma empregada doméstica interpretada por Regina Casé no filme Que horas ela volta? (2015). Jéssica (Camila Vardilla), sua filha que resolve prestar vestibular, então responde: “Eu não me acho melhor não, Val. Só não me acho pior”. A personagem Jéssica se tornou símbolo de uma geração de jovens brasileiros de origem pobre que nos últimos anos correu atrás de um sonho: ingressar em um curso universitário. Políticas sociais na área da educação, elaboradas para reverter um quadro secular de exclusão e desigualdade, contribuíram para facilitar o acesso de filhos de pretos e pobres a espaços até então reservados para uma elite branca.

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ESSE POVO BRASILEIRO TEM MANIA DE LUTAR PELA VIDA

Imagem: Reprodução

Por Denise Assis / Jornalistas pela Democracia

Sem se dar conta de que havia uma câmera ligada, o ministro da Economia do Brasil foi o que ele é: Paulo Guedes. Destilou seu preconceito contra os pobres, com frases ao estilo do que o ex-presidente Lula costuma incluir nos seus discursos, para ilustrar o porquê do antipetismo, nos últimos cinco anos, ter grassado em praça pública, quando antes era comentado como fez Guedes, à boca miúda. A ilustração feita por Lula: “eles não querem estudar ao lado do filho do porteiro! Eles não querem andar de avião com um pobre sentado do lado” -, ganhou corpo e  CPF na voz do ministro, que além de dar cores a falas semelhantes, ainda reclamou, justo no dia em que o país atingia a trágica marca de 400 mil mortos pela Covid, de que o brasileiro tem mania de querer viver 100 anos.

“O Estado brasileiro é um Estado quebrado. Quebrou. E ele quebrou no exato momento em que o avanço da Medicina… Não falo nem da pandemia, falo do direto à vida. Todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130. Todo mundo vai procurar o serviço público . E não há … Continue Lendo