CENTRO-ESQUERDA AVANÇA EM ONDA PELA EUROPA. ALEMANHA É A PRÓXIMA.

Em Oslo, na Noruega, o líder trabalhista Jonas Gahr Store segura rosas vermelhas após
saírem os resultados da eleição, num evento do Partido Trabalhista – AFP

Por Nelson de Sá

“Depois de oito anos na oposição”, destacou o francês Le Monde, “a esquerda norueguesa venceu as eleições”.

Com isso, “Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia serão governadas por social-democratas, o que não acontecia há 20 anos”.

O inglês Financial Times chamou na home page que a “Alemanha é o próximo alvo da centro-esquerda europeia”, na eleição daqui a menos de duas semanas, em que os social-democratas são favoritos.

O jornal financeiro vê “ressurgimento da centro-esquerda”, mas sublinha que ocorre numa Europa politicamente “mais fragmentada”, na qual os trabalhistas noruegueses, como os demais, terão de governar em coalizão.

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NOSSA MAIOR AMEAÇA NÃO É O CORONAVÍRUS, É A RIQUEZA

Do Pensar Contemporâneo

Essa é uma das principais conclusões de uma equipe de cientistas da Austrália, Suíça e Reino Unido, que alertou que o combate ao consumo excessivo deve se tornar uma prioridade. Seu relatório, intitulado Scientists ‘Warning on Affluence, explica que a verdadeira sustentabilidade exige mudanças significativas no estilo de vida , em vez de esperar que o uso mais eficiente dos recursos seja suficiente.

“Não podemos confiar apenas na tecnologia para resolver problemas ambientais existenciais – como mudança climática, perda de biodiversidade e poluição”, escreve o principal autor do relatório, Professor Tommy Wiedmann, da University of New South Wales Engineering, em um artigo da Phys.org. “Também temos que mudar nosso estilo de vida afluente e reduzir o consumo excessivo, em combinação com mudanças estruturais.”

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NÃO HOUVE ARREGO E NEM ERA GOLPE

IMAGEM: Marina Gusmão, Cobra doce.

Por JULIAN RODRIGUES* / Do site A terra é redonda

O impeachment está fora do cenário imediato e a terceira via se enfraquece.

O 7 de setembro bolsonarista nunca foi verdadeiramente o dia de tomar a sede do STF ou decretar estado de sítio. Até porque, o golpe já foi dado – começou em 2016. Desde lá, vivemos um coup encours, um putsch in progress. Bolsonaro nunca escondeu seu objetivo de fechar o regime.

Bolsonaro já está no governo. E os militares também. Para que dar um golpe agora? Quem impediria um golpe bolsonarista? As Forças Armadas – que majoritariamente apoiam o ex-capitão? Ele segue tendo maioria na Câmara e não está preocupado com o agora, mas sim com 2022. Não é um governo “normal”; mas disruptivo – blefa, ameaça, alardeia golpe todo dia.

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CARTA DE BOLSONARO É RECUO TÁTICO; AFINAL A CADEIA O CONTEMPLA. Por Reinaldo Azevedo

Contive uma furtiva lágrima ao ler a carta de Jair Bolsonaro, o golpista subitamente convertido à democracia. Quer negociar com o STF o calote nos precatórios? Está com medo do impeachment? Dado o contexto, parece certo que busca também se livrar da cadeia.

Quanto tempo demora para que o príncipe volte à condição de ogro? A verdade é que o governo, que nunca existiu, acabou. O que deu errado? Valeria uma enciclopédia. Mas aqui se tem espaço pouco maior do que o de uma fábula. Então vamos a ela, com direito à moral da história.

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MILITARES QUE COMANDAM ESTATAIS ACUMULAM SALÁRIOS E RECEBEM ENTRE R$ 43 MIL E R4$ 260 MIL.

(Foto: Agência Brasil)

Do Brasil247/Folha

Militares de Exército, Marinha e Aeronáutica comandam um terço das estatais brasileiras e estão recebendo salários brutos que variam de R$ 43 mil a R$ 260 mil. Os valores ficam acima do teto do funcionalismo público federal, de R$ 39,3 mil, que é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, de 46 estatais com controle direto da União, 16 (34,8%) são presididas por oficiais de Exército, Marinha e Aeronáutica. A maioria deles está na reserva, e uma pequena parte está aposentada (reformada). E em 15 das 16 estatais há acúmulos de remuneraçõesO oficial recebe tanto o valor correspondente ao exercício militar quanto a remuneração paga pela estatal.

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