NEW YORK TIMES E THE ECONOMIST EXPÕEM AS FALCATRUAS DA LAVA JATO

Por Esmael Moraes

  1. Jornal americano volta a denunciar que Moro e procuradores de Curitiba “transformaram uma simples força-tarefa em uma entidade acima da lei”
  2. Revista inglesa deixa claro que Moro foi imparcial com o objetivo de tirar Lula das eleições de 2018
  3. Governo Bolsonaro não tem compromisso com o combate à corrupção.
  4. No começo de fevereiro, o New York Times expôs ao mundo a farsa representada pela Operação Lava Jato. No dia 9 daquele mês, o jornal estadounidense publicou artigo de Gaspard Estrada, diretor-executivo do Observatório Político da América Latina do Instituto de Estudos Políticos de Paris, que não mediu palavras ao descrever as ações tomadas por Sergio Moro e os procuradores de Curitiba. Segundo o renomado cientista político, a Lava Jato foi vendida “como a maior operação anticorrupção do mundo”, mas se revelou, mais tarde, “o maior escândalo judicial da história”.
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LEILA SLIMANI: ” QUANTO MAIS VOCÊ PROGRIDE NA HIERARQUIA SOCIAL, MAIS BRANCA VOCÊ PARECE AOS OLHOS DOS BRANCOS”

A escritora Leïla Slimani, retratada em sua casa em Paris em fevereiro.
A escritora Leïla Slimani, retratada em sua casa em Paris em fevereiro. MANUEL BRAUN

Após o sucesso de ‘Canção de Ninar’, a escritora franco-marroquina publica ‘O País dos Outros’, uma saga inspirada na história de seus avós nos tempos coloniais com a que indaga sobre a “a maldição da mestiçagem”

Após ganhar o Prêmio Goncourt com Canção de Ninar, análise sociológica do clássico da babá assassina e fenômeno internacional traduzido a 44 línguas, Leïla Slimani (Rabat, 1981) abre com Le Pays des Autres (O País dos Outros, sem tradução ao português) uma nova trilogia sobre a história de sua família. A protagonista é Mathilde, um personagem inspirado em sua avó, uma jovem alsaciana no Marrocos colonial de 1946. Slimani, que mora na França desde os 17 anos, escreve sobre o drama silencioso que conhece de primeira mão: a condição de ser outro.

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A REVOLTA DA VACINA

Por CARLOS EDUARDO ARAÚJO*

Uma vez como tragédia, a outra como farsa.

“Semana maldita, some-te, mergulha no grande abismo insondável do tempo, onde há esquecimento para tudo” (Olavo Bilac).

Tenho como propósito, neste texto, estabelecer um paralelo entre a Revolta da Vacina, na sua versão histórica e trágica, ocorrida em novembro de 1904, durante o governo do presidente Rodrigues Alves e a “revolta da vacina”, em sua variante farsesca, que vem ocorrendo hodiernamente, por várias capitais do país, arregimentada pelo bolsonarismo, nestes tempos sombrios da presidência de Jair M. Bolsonaro.

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