NÃO HÁ MAIS GOVERNO, E NINGUÉM SE DISPÕE A DERRUBAR QUEM JÁ DESISTIU DE GOVERNAR

Por Celso Rocha de Barros

No sábado (1º), velhos vacinados pelo Doria foram às ruas em apoio a Bolsonaro. Parabéns para os chineses: os manifestantes pareciam bem fisicamente, e seus evidentes problemas mentais eram claramente preexistentes.

Mesmo a maior manifestação, no Rio de Janeiro, não reuniu mais do que quatro ou cinco dias de brasileiros mortos durante a pandemia por culpa do governo Bolsonaro. Se a ideia era dizer “se tentarem derrubar Bolsonaro, terão de se ver conosco”, ninguém ficou assustado.

A demonstração de força dos bolsonaristas fracassou, mas o que interessa é que precisaram tentá-la. Eles sabem que Bolsonaro está perdendo.

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RESETE SUA MENTE

Por Mario Alonso Puig

Todos nós gostaríamos de ser mais felizes e sofrer um pouco menos. Nossa tendência é associar o fazer e o ter com o ser, nos leva a dar como certo que, se nos esforçarmos muito, se fizermos muitas coisas e atingirmos o sucesso, então seremos felizes. Ainda não percebemos que os vazios do ser não podem nunca ser preenchidos com o ter. Por isso qualquer um de nós pode ter um grande conforto e bem-estar e, entretanto, não ser feliz.

Falar do ser é tudo menos fácil porque a própria linguagem que precisamos para descrevê-lo pertence à ontologia, que é uma parte da metafísica. Se o simples fato de falar do ser já nos gera semelhante desafio, ter a experiência do que é o ser também não parece tarefa fácil. O tema não é insignificante porque se trata de embarcar em uma viagem interior que nos faz experimentar diretamente o que é em si uma experiência suprasensorial. Por isso nesta viagem, que não deixa de ser uma viagem de heróis e heroínas, saberemos como podemos passar de um mundo puramente conceitual e descritivo a um experiencial e contemplativo.

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ARMAS NÃO!

Da Mídia Ninja

Uma pesquisa inédita, revelada na Revista Época, mostrou que 72% dos brasileiros são contra a flexibilização da compra e do uso de armas, objetivo central dos decretos editados por Jair Bolsonaro e parcialmente suspensos por decisão de Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira 12 de abril.

Os números foram levantados pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), onde 86% se disseram contra a permissão de que cidadãos comuns possam circular com duas armas ao mesmo tempo. Há ainda 81% que desaprovam o aumento de quatro para seis no número de armas que se pode comprar. Outros 88% são contrários à elevação da quantidade de armas que podem ser obtidas por caçadores, colecionadores e atiradores.

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BOAVENTURA: OS TRÊS CAVALEIROS NA NOVA PESTE

Por Boaventura de Souza Santos/Outras Palavras

É hoje consensual que a atual pandemia vai ficar conosco muito tempo. Vamos entrar num período de pandemia intermitente, cujas características precisas ainda estão por definir. O jogo entre o nosso sistema imunitário e as mutações do vírus não tem regras muito claras. Teremos de viver com a insegurança, por mais dramáticos que sejam os avanços das ciências bio-médicas contemporâneas. Sabemos poucas coisas com alguma certeza.

Sabemos que a recorrência de pandemias está relacionada com o modelo de desenvolvimento e de consumo dominantes, com as mudanças climáticas que lhe estão associadas, com a contaminação dos mares e dos rios e com o desmatamento das florestas. Sabemos que a fase aguda desta pandemia (possibilidade de contaminação grave) só terminará quando entre 60% e 70% da população mundial estiver imunizada.

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