CÂMERAS NAS FARDAS, SOLUÇÃO CONTRA O GENOCÍDIO?

Mortes causadas por PMs caíram a zero, nos 18 batalhões paulistas onde foram instaladas.
Mas construir nova polícia exige muito mais. E, em outros países, providências semelhantes
criminalizaram a população, ao invés de protegê-la

Por João Pedro Soares, na DW Brasil

O Brasil registrou, em 2020, o maior patamar de letalidade policial já observado desde 2013, quando o Fórum Brasileiro de Segurança Pública começou a monitorar o indicador. Os agentes de segurança pública são responsáveis por 12,8% do total de mortes violentas no país. Em uma tentativa de mudar esse cenário, a Polícia Militar de São Paulo (PMESP) implementou recentemente o uso de câmeras nas fardas de 3 mil dos 85 mil agentes da tropa.

No mês de junho, quando a iniciativa Olho Vivo teve início, houve queda de 54% nas mortes por intervenção policial, em comparação com o mês anterior. Nenhuma morte foi registrada nos 18 batalhões que estão usando câmeras. Os resultados iniciais do projeto sinalizam uma alta eficácia da medida no controle da ação policial. Entretanto, experiências internacionais demonstram que o impacto da utilização de câmeras nos uniformes está condicionado a uma série de fatores.

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LEI PROÍBE “FOGOS RUIDOSOS” NO ESTADO DE SP, A PARTIR DE HOJE

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sancionou a lei que proíbe a queima e comercialização de fogos de artifício que produzem barulho no estado. A decisão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

De acordo com a lei, “ficam proibidos a queima, a soltura, a comercialização, o armazenamento e o transporte de fogos de artifício de estampido e de qualquer artefato pirotécnico de efeito sonoro ruidoso”

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O QUE ACONTECERÁ NO BRASIL QUANDO A VARIANTE DELTA SE ESPALHAR PELO PAÍS INTEIRO?

Olhando para os índices de EUA e Reino Unido, não é difícil concluir a chegada de uma
nova onda entre nós

Por Drauzio Varella

Assisti incrédulo ao final da Eurocopa, em Londres. Aquele bando de homens suados, pulando, gritando e se abraçando não podia acabar bem.

Com base na redução do número de casos, de hospitalizações e de mortes no Reino Unido, o governo planejara para 21 de junho o “freedom day”, quando todas as medidas restritivas seriam suspensas. Como faltou combinar com o coronavírus, a chegada da variante delta fez crescer o número de doentes e adiou para 21 de julho a data tão aguardada.

Não houve consenso entre os países membros. A Inglaterra aboliu o uso de máscaras e liberou as aglomerações; Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, não.

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