NÃO HOUVE ARREGO E NEM ERA GOLPE

IMAGEM: Marina Gusmão, Cobra doce.

Por JULIAN RODRIGUES* / Do site A terra é redonda

O impeachment está fora do cenário imediato e a terceira via se enfraquece.

O 7 de setembro bolsonarista nunca foi verdadeiramente o dia de tomar a sede do STF ou decretar estado de sítio. Até porque, o golpe já foi dado – começou em 2016. Desde lá, vivemos um coup encours, um putsch in progress. Bolsonaro nunca escondeu seu objetivo de fechar o regime.

Bolsonaro já está no governo. E os militares também. Para que dar um golpe agora? Quem impediria um golpe bolsonarista? As Forças Armadas – que majoritariamente apoiam o ex-capitão? Ele segue tendo maioria na Câmara e não está preocupado com o agora, mas sim com 2022. Não é um governo “normal”; mas disruptivo – blefa, ameaça, alardeia golpe todo dia.

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EM QUEDA DE POPULARIDADE, BOLSONARO ATIÇA SEUS RADICAIS

Com popularidade em queda e acossado por denúncias de corrupção, presidente de extrema direita convoca novas manifestações golpistas para estimular base de apoio, intimidar Judiciário e tentar exibir alguma força.

Do Deutsche Welle

Encurralado, Bolsonaro incita radicalização das ruas

Enfrentando queda constante de aprovação, economia em crise, pandemia, o fantasma de um apagão energético, insatisfação crescente entre o empresariado e denúncias de corrupção, Jair Bolsonaro convocou para esta terça-feira, feriado de 7 de Setembro, seus apoiadores a ocuparem as ruas.

A convocação faz parte de uma tentativa de demonstrar alguma força do governo e intimidar Poderes e setores da sociedade que vêm se opondo às movimentações golpistas do presidente e seus aliados.

Na semana passada, Bolsonaro tentou pintar os atos como manifestações pela “liberdade de expressão” e defesa do voto impresso, mas as mensagens de convocação nas redes bolsonaristas e falas do presidente explicitam um tom golpista do movimento e que os atos têm como alvo principalmente o Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, o STF determinou a prisão de aliados do presidente que incitaram violência contra ministros da Corte.

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