23% DOS ALIMENTOS TÊM VOLUME DE AGROTÓXICOS ACIMA DO LIMITE PERMITIDO

Oito a cada dez pimentões vendidos em mercados e feiras tinham agrotóxico proibido ou acima do permitido (Droberson/Pixabay)

Saiba quais são os alimentos com mais agrotóxicos proibidos ou acima do volume permitido e aqueles que oferecem risco imediato à saúde do consumidor. Cálculo de intoxicação da Anvisa ignora crianças com menos de 10 anos

Por Pedro Grigori, Bruno Fonseca
Agência Pública

A Anvisa usou tom otimista na publicação do relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos com resultados de testes feitos em frutas e legumes entre 2017 e 2018. Mas o documento não colocou de forma clara informações de alto interesse público que foram destaque na divulgação de relatórios anteriores. Por exemplo, quais são os alimentos em que mais foram detectados agrotóxicos em doses problemáticas? A reportagem analisou os dados brutos do relatório em busca dessa e de outras respostas. 

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EMPRESAS ESCONDEM INTOXICAÇÕES DE TRABALHADORES RURAIS POR AGROTÓXICOS

Levantamento inédito revela que empresas não notificam casos de 2 em cada 3 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Bruno Fonseca, Pedro Grigori e Thays Lavor
Agência Pública/Repórter Brasil

Na última década, 7.163 trabalhadores rurais foram atendidos em hospitais e diagnosticados com intoxicação por agrotóxico dentro do ambiente de trabalho ou em decorrência da atividade profissional. É o que revelam números da base de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, de 2010 a 2019, obtidos via lei de acesso à informação pela Agência Pública e Repórter Brasil. No entanto, mesmo com o diagnóstico médico, apenas 787 trabalhadores tiveram a comunicação de acidente de trabalho (CAT) enviada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desses, só 200 receberam auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.

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LANÇADO NA EUROPA MAPA DO ENVENENAMENTO DE ALIMENTOS NO BRASIL.

Geógrafa Larissa Bombardi autora da pesquisa que deu origem ao atlas da Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Por IVANIR FERREIRA / Publicado originalmente no  JORNAL DA USP

Um ousado trabalho de geografia que mapeou o nível de envenenamento dos alimentos produzidos no Brasil foi lançado em maio, em Berlim, na Alemanha, país que contraditoriamente sedia as maiores empresas agroquímicas do mundo. Quem estava presente no lançamento do atlas Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia ficou perplexo com a informação sobre o elevado índice de resíduos agrotóxicos permitidos em alimentos, na água potável, e que, potencialmente, contamina o solo, provoca doenças e mata pessoas. A obra, que já foi publicada no Brasil, é de autoria da geógrafa Larissa Mies Bombardi, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

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O AGROTÓXICO QUE MATOU 50 MILHÕES DE ABELHAS EM SANTA CATARINA EM UM SÓ MÊS

Postado por blog do Valentin

Da BBC Brasil

Os testes – pagos com recursos do Ministério Público estadual – mostraram que a principal causa foi o uso do inseticida fipronil, usado em lavouras de soja na região.

A substância foi proibida em países como Vietnã, Uruguai e África do Sul após pesquisas comprovarem que ela é letal para as abelhas.

Santa Catarina é o maior exportador de mel do Brasil e tem 99% de sua produção certificada como orgânica. Os produtores temem que a mortandade gere dúvidas sobre a qualidade do mel catarinense e abale seus negócios.

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O VENENO NOSSO DE CADA DIA

Postado por Blog do Valentin

Por Felipe Carreras / Correio Brasiliense

Diz o ditado popular que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Porém, no Brasil, quando o assunto é agrotóxico, estamos assistindo ao quanto mais “melhor”. Neste ano, foram liberados 262 novos produtos dessa natureza, a maior liberação da história. É mais de um por dia. Antes de continuar, quero dizer que não sou contra a utilização correta, moderada, estudada e bem-intencionada desses remédios. O problema é que não é o que parece acontecer no Brasil.

É inadmissível assistirmos aos bebês da cidade de Limoeiro do Norte, no Ceará, apresentando puberdade precoce devido à ação dos agrotóxicos, como indicou a pesquisa da Universidade Federal do Ceará e está sendo investigado pelo Ministério Público estadual. É inaceitável o Brasil dobrar os casos de intoxicação por defensivos de 7.001, em 2009, para 14.664, em 2018, com a Organização Mundial da Saúde afirmando que esse número pode ser 50 vezes maior, como publicou a imprensa. Entre 2007 e 2015, segundo números do Ministério da Saúde, divulgados também por sites de notícia, foram cerca de 84 mil intoxicados.

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O HUMOR TÓXICO DE TORERO PARA FALAR SOBRE AGROTÓXICOS

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Por José Roberto Torero /Diário do Bolso

Diário, hoje o assunto é sério. Vou falar de “tóxico”.

A esquerda-fumeta não pede para liberar a maconha? Pois eu liberei um monte de tóxico. Mais de 150!

Só que é agro-tóxico, kkkk!

A Tereza Cristina, ministra da Agricultura, deu mais de uma licença por dia desde que começou o governo. Os ruralistas até pegaram aquela música do Ritchie e fizeram uma nova letra para ela. Ficou assim:

Ministra veneno você tem um jeito sereno de ser/
E todo dia no almoço vem me entorpecer/
Me entorpecer, me entorpecer, iê iê iê iê.

É o maior sucesso nos churrascos da UDR!

Este ano, quem mais registrou produtos Nivel I, “extremamente tóxicos”, foi a Syngenta. Ela vai lançar o cyprodinil, que serve para soja, algodão, girassol, laranja, morango, pêssego, uva, feijão, alface e tomate. Quer dizer, todo dia você vai comer esse tal de cyprodinil. Tomara que seja gostoso, kkkkkk!

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