A CIDADE QUE SE RECUSOU A MORRER

Do Pensar a História

A cidade que se recusou a morrer: há 77 anos, em 27 de janeiro de 1944, chegava ao fim o Cerco a Leningrado, após quase 900 dias de resistência contra os invasores nazistas.Em junho de 1941, quase dois anos após o início da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista deu início à Operação Barbarossa, codinome dado à invasão da União Soviética pelas forças militares do Eixo. Adolf Hitler considerava a União Soviética como a maior inimiga do nazismo. Além de odiar o fato do país ser um sustentáculo internacional do ideário socialista, o líder alemão enxergava os eslavos e demais etnias que compunham o povo soviético como “raças inferiores”.

Assim, Hitler pôs em prática em um plano esboçado quase duas décadas antes, como atestado por passagens do Mein Kampf: anexar a porção europeia da União Soviética ao território alemão, ampliando o “Lebensraum”, isso é, o “espaço vital” do “povo ariano”, substituindo a população nativa por colonos alemães e submetendo o povo soviético à condição de mão-de-obra escrava em campos de concentração.

Continue Lendo

MINISTRO CELSO DE MELLO COMPARA O BRASIL À ALEMANHA DE HITLER

Magistrado diz que é preciso resistir à ‘destruição da ordem democrática’

Por Mônica Bergamo / Celso de Mello compara Brasil à Alemanha de Hitler e diz que bolsonaristas querem ‘abjeta ditadura’

ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou mensagem a ministros da corte alertando que a “intervenção militar, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia”, nada mais é “senão a instauração, no Brasil, de uma desprezível e abjeta ditadura militar!!!!”.

O magistrado, que é o decano da corte, compara o momento vivido pelo Brasil com o da Alemanha sob Adolf Hitler.

Continue Lendo

NAZISMO E COMUNISMO: PRINCIPAIS DIFERENÇAS

Foram as tropas da União Soviética que derrotaram o exército nazista em Berlim, pondo fim à Segunda Guerra Mundial

‘Nazismo é a negação da luta de classes, o oposto do comunismo’, explica sociólogo

Por Wagner Iglecias / Professor de Sociologia da USP-SP

Após exonerar o então secretário Especial de Cultura, Roberto Alvim, que copiou trecho do discurso do ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter para repudiar o que chamou de “ideologias totalitárias, como o nazismo e o comunismo”. O deputado federal Eduardo Bolsonaro também publicou mensagem dizendo que pior que o nazismo é o “comunismo/socialismo”. Ele defendeu que, assim como o nazismo, a ideologia socialista também deveria ser criminalizada.

Outra argumentação rasteira procura misturar as ideologias afirmando que o nazismo, na verdade, é um movimento de esquerda, já que a legenda criada por Adolf Hitler adotava a nomenclatura de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) Wagner Iglecias, doutor em Sociologia, afirmar que o nazismo é de esquerda é uma espécie de “terraplanismo”, e a tentativa de igualar as duas ideologias “não procede”, dadas as suas diferenças essenciais.

Continue Lendo