COMIDA DE VERDADE: NUTRINDO AS PESSOAS E A AGRICULTURA FAMILIAR

Alimentar-se com produtos da agricultura familiar e cozinhar sua própria refeição é um ato político em prol dos pequenos produtores, do meio ambiente e da nossa saúde

Por Caroline Nascimento Pereira

“Voltar a cozinhar é um ato político”. Essa frase poderia sintetizar grande parte das discussões do professor, escritor e ativista Michael Pollan, que possui uma voz ressonante no ativismo político alimentar para além das salas de aula das universidades de Berkeley e Harvard, onde leciona. A defesa do alimento “de verdade” e o retorno das pessoas à cozinha para o preparo de suas refeições é sua principal bandeira. E ele está completamente certo.

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23% DOS ALIMENTOS TÊM VOLUME DE AGROTÓXICOS ACIMA DO LIMITE PERMITIDO

Oito a cada dez pimentões vendidos em mercados e feiras tinham agrotóxico proibido ou acima do permitido (Droberson/Pixabay)

Saiba quais são os alimentos com mais agrotóxicos proibidos ou acima do volume permitido e aqueles que oferecem risco imediato à saúde do consumidor. Cálculo de intoxicação da Anvisa ignora crianças com menos de 10 anos

Por Pedro Grigori, Bruno Fonseca
Agência Pública

A Anvisa usou tom otimista na publicação do relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos com resultados de testes feitos em frutas e legumes entre 2017 e 2018. Mas o documento não colocou de forma clara informações de alto interesse público que foram destaque na divulgação de relatórios anteriores. Por exemplo, quais são os alimentos em que mais foram detectados agrotóxicos em doses problemáticas? A reportagem analisou os dados brutos do relatório em busca dessa e de outras respostas. 

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TUDO BEM RETIRAR A PARTE MOFADA DO ALIMENTO E COMER O RESTO?

QUEIJOS MOLES MOFADOS DEVEM SER DESCARTADOS, AFIRMA SERVIÇO AMERICANO

Quando encontramos alimentos mofados, muitas vezes somos capazes de ver apenas a parte superficial dos fungos. Mas esses seres vivos possuem estruturas que se fincam fundo nos alimentos

Em 1928, o bacteriologista inglês Alexander Fleming voltou de um período de férias ao seu laboratório, que encontrou bastante bagunçado. Ao examinar uma cultura das bactérias Staphylococcus aureus, causadora de infecções respiratórias e cutâneas, além de intoxicação alimentar, percebeu que ela estava contaminada com um mofo chamado Penicillium notatum.

Curiosamente, o mofo parecia ter freado o crescimento das bactérias. Esse foi o primeiro passo para a descoberta da penicilina, que salvou incontáveis vidas ao mudar a forma como se tratam infecções bacterianas.

Essa anedota não serve, no entanto, para concluir que produtos mofados “são como penicilina”, e que tudo bem consumir pão mofado. Assim como são danosos para as bactérias, o mofo e as substâncias que ele produz podem ser danosos para os seres humanos.

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LANÇADO NA EUROPA MAPA DO ENVENENAMENTO DE ALIMENTOS NO BRASIL.

Geógrafa Larissa Bombardi autora da pesquisa que deu origem ao atlas da Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Por IVANIR FERREIRA / Publicado originalmente no  JORNAL DA USP

Um ousado trabalho de geografia que mapeou o nível de envenenamento dos alimentos produzidos no Brasil foi lançado em maio, em Berlim, na Alemanha, país que contraditoriamente sedia as maiores empresas agroquímicas do mundo. Quem estava presente no lançamento do atlas Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia ficou perplexo com a informação sobre o elevado índice de resíduos agrotóxicos permitidos em alimentos, na água potável, e que, potencialmente, contamina o solo, provoca doenças e mata pessoas. A obra, que já foi publicada no Brasil, é de autoria da geógrafa Larissa Mies Bombardi, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

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MST: EM 162 COOPERATIVAS PRODUZ DE ARROZ A SUCO DE UVA

Produção de arroz da Cootap no Rio Grande do Sul: cereal, agroecológico, se tornou um cartão de visita do movimento — Foto: Divulgação

Por Marcos de Moura e Souza/ Valor Econômico.

Com o passar dos anos, o MST se converteu em um movimento formado sobretudo por pequenos e médios proprietários de terra. São famílias que obtiveram suas áreas por meio da política de reforma agrária e que, assentadas, se dedicam à produção de alimentos.

Segundo Kelli, o MST tem hoje em suas hostes mais proprietários de terra do que trabalhadores sem terra. E isso trouxe demandas e visões novas ao movimento. “São cerca de 450 mil famílias assentadas ligadas ao MST em 88 mil hectares”, diz. Já o número de famílias sem terra ligadas ao movimento e que ainda estão acampadas pleiteando terra soma 90 mil, de acordo com ela.

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O VENENO NOSSO DE CADA DIA

Postado por Blog do Valentin

Por Felipe Carreras / Correio Brasiliense

Diz o ditado popular que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Porém, no Brasil, quando o assunto é agrotóxico, estamos assistindo ao quanto mais “melhor”. Neste ano, foram liberados 262 novos produtos dessa natureza, a maior liberação da história. É mais de um por dia. Antes de continuar, quero dizer que não sou contra a utilização correta, moderada, estudada e bem-intencionada desses remédios. O problema é que não é o que parece acontecer no Brasil.

É inadmissível assistirmos aos bebês da cidade de Limoeiro do Norte, no Ceará, apresentando puberdade precoce devido à ação dos agrotóxicos, como indicou a pesquisa da Universidade Federal do Ceará e está sendo investigado pelo Ministério Público estadual. É inaceitável o Brasil dobrar os casos de intoxicação por defensivos de 7.001, em 2009, para 14.664, em 2018, com a Organização Mundial da Saúde afirmando que esse número pode ser 50 vezes maior, como publicou a imprensa. Entre 2007 e 2015, segundo números do Ministério da Saúde, divulgados também por sites de notícia, foram cerca de 84 mil intoxicados.

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