MINERAÇÃO ILEGAL E O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA

Imagem: Reprodução Google

Por IHU/Unisinos: Desmatamento pela mineração ilegal na Amazônia aumenta em 90% no período de 2017 a 2020

Crescimento causado por atividade clandestina foi observado entre os anos de 2017 e 2020 e, segundo Juliana Siqueira, impacta riosvida subaquática e também a saúde das populações ribeirinha e indígena.

A reportagem é publicada por Jornal da USP no Ar 1ª edição / Rádio USP e reproduzida por EcoDebate, 09-07-2021.

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Escola Politécnica da USP concluiu que houve um crescimento de mais de 90% no desmatamento em áreas de mineração ilegal no período de 2017 a 2020, passando de 52 km² para 101 km² de áreas desmatadas. A tendência de crescimento não foi observada na mesma proporção nos projetos de mineração oficialmente autorizados.

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94% DO DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA BRASILEIRA É ILEGAL, DIZ ESTUDO.

Nos 12 meses anteriores a agosto de 2020, o desmatamento na Amazônia brasileira
aumentou 9,5%, destruindo um território maior que o da Jamaica, segundo dados oficiais

Por Dom Total

Quase todo o desmatamento registrado na Amazônia brasileira é ilegal, e a promessa do presidente Jair Bolsonaro de eliminá-lo é pouco realista, devido à falta de transparência envolvendo o uso autorizado da terra naquela região, aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira.

Sob pressão para reduzir a destruição da maior floresta tropical do planeta, Bolsonaro prometeu no mês passado, durante a Reuniao de Cúpula sobre o Clima, eliminar o desmatamento ilegal até 2030, uma missão que parece impossível, uma vez que autoridades fracassaram em implementar leis para determinar quando e onde se desmata legalmente, assinala um estudo inédito desenvolvido por pesquisadores brasileiros do Instituto Centro de Vida (ICV), do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio do WWF-Brasil.

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OS POVOS DA FLORESTA NÃO EXISTEM NEM NO DISCURSO DE BOLSONARO

Por Moisés Mendes

O discurso de três minutos de Bolsonaro ontem na Cúpula do Clima fala uma vez, uma única vez, a palavra indígenas. Deveria falar de todos os povos da floresta, que não são apenas os povos indígenas.

Chico Mendes não era indígena. Bolsonaro se referiu às comunidades tradicionais. Chico era filho de cearenses, era um caboclo nascido em Xapuri. Marina Silva não é indígena.

Na única vez em que se referiu aos indígenas, Bolsonaro disse:

“Devemos aprimorar a governança da Terra, bem como tornar realidade a bioeconomia, valorizando efetivamente a floresta e a biodiversidade. Esse deve ser um esforço, que contemple os interesses de todos os brasileiros, inclusive indígenas e comunidades tradicionais”.

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