OS POVOS DA FLORESTA NÃO EXISTEM NEM NO DISCURSO DE BOLSONARO

Por Moisés Mendes

O discurso de três minutos de Bolsonaro ontem na Cúpula do Clima fala uma vez, uma única vez, a palavra indígenas. Deveria falar de todos os povos da floresta, que não são apenas os povos indígenas.

Chico Mendes não era indígena. Bolsonaro se referiu às comunidades tradicionais. Chico era filho de cearenses, era um caboclo nascido em Xapuri. Marina Silva não é indígena.

Na única vez em que se referiu aos indígenas, Bolsonaro disse:

“Devemos aprimorar a governança da Terra, bem como tornar realidade a bioeconomia, valorizando efetivamente a floresta e a biodiversidade. Esse deve ser um esforço, que contemple os interesses de todos os brasileiros, inclusive indígenas e comunidades tradicionais”.

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CONTAGEM REGRESSIVA PARA O FIM DA AMAZÔNIA

Amazoniza-te’, uma campanha dos povos indígenas em defesa da mata

Por André Martins*

O agronegócio e o garimpo são hoje os dois maiores inimigos da Amazônia, sendo os principais responsáveis pelo desmatamento da floresta. O primeiro é responsável pela perda de 90% da vegetação natural do Brasil e o segundo tem criado uma indústria que além de desmatar, trazendo doenças para os povos indígenas, planeja, com a ajuda do governo, explorar mais de 200 mil hectares de reservas naturais e indígenas em busca de minério.

Todas essas questões foram levantadas e debatidas em evento realizado pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, o qual contou com a participação do padre Dario Bossi e da profa. dra. Nurit Bensusan, que ministraram a palestra intitulada “Amazônia. A devastação da floresta pelo agronegócio e a mineração”.

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UM GOVERNO ALHEIO À MORTE E DESTRUIÇÃO

Imagem: Correio Brasiliense

Por Vinicius Torres Freire

Morte e destruição não afetam Bolsonaro

Presidente se descola de epidemia, queimada, fracasso de renda básica, carestia de comida

Pantanal que queimou até agora é do tamanho de metade do estado do Rio de Janeiro. É mais ou menos o triplo da área da região metropolitana de São Paulo, onde vivem quase 22 milhões de pessoas em 39 cidades. É maior que o estado de Sergipe inteiro.

Algumas pessoas se comovem com a imagem horrível dos pobres bichos mortos ou fugindo do fogo queimados e asfixiados, pedindo água nas estradas e nas ruas das cidades à beira do inferno. 

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