A NAMORADA DE UM AMIGO MEU

A mulher tinha o tipo de beleza capaz de fechar o comércio (Unsplash/Vladimir Yelizarov)

Por Afonso Barroso*

Tive um amigo, que Deus resolveu levar precocemente, no alvorecer dos 70 anos, cuja mania era contar suas aventuras amorosas. Como era um rapaz latino-americano com algum dinheiro no bolso e de boa aparência, eu diria bonito mesmo, ele teve muitos amores. Acho que ganhava até do Martinho da Vila no número e variedade de mulheres que colecionava. Sempre que a gente se encontrava nos bares da vida, lá vinha ele com um novo caso, uma nova conquista, que a gente ouvia com mal velada inveja.

Como, além de bonito, era muito criativo, esse meu bom amigo sabia como fisgar uma garota, mesmo que ela parecesse inexpugnável. E fazia questão de contar detalhes da abordagem, do assédio e, finalmente, da captura.

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