PÁTRIAS ARMADAS

Uma bomba de queda livre de pequeno porte com a ogiva nuclear RN-28 datada da década de 1960 numa exposição na Rússia em 2015 (Vladimir Astapkovich /Sputnik via AFP)

Gastos militares poderiam resolver a fome do mundo e ainda sobraria muito dinheiro

Frei Betto

Estamos ainda muito distantes do mundo de paz. Em 2020, os EUA gastaram US$ 738 bilhões em armamentos. Bastariam dois terços disso para erradicar a fome no mundo. A China, US$ 193,3 bilhões. Detalhe importante: os EUA estão envolvidos em todos os conflitos bélicos que ocorrem no planeta e mantêm bases militares em inúmeros países. A China não possui tropas fora de seu território. A Rússia dispendeu US$ 60,6 bilhões em gastos militares ano passado, atrás da Índia e do Reino Unido.

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EM 6 MESES, GOVERNO BOLSONARO EMITE 59 MIL AUTORIZAÇÕES DE POSSE DE ARMA

Bolsonaro ensinando menina a imitar arma de fogo

Por Jornal GGN

 Em apenas seis meses, a Polícia Federal concedeu a maior quantidade de autorizações de posse de arma da história. Foram 58.997 novas permissões, quase o triplo do registrado em 2019 (19.162).

O armamento da população coincide com as medidas de flexibilização e incentivo do governo Bolsonaro, apontou o Painel da Folha desta sexta (26).

Em reunião ministerial gravada no final de abril, e divulgada pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da República diz expressamente que o governo é armamentista e que ele quer ver “o povo armado” para reagir às ameaças contra a liberdade. “O povo armado jamais será escravizado.”

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“ROMARIA” DOS FABRICANTES E LOBISTAS DE ARMAS JUNTOS AOS MINISTÉRIOS

Postado por Blog do Valentin

Reproduzo  artigo de Fernando Brito em seu Tijolaço, onde relata as informações obtidas pelo Deputado Ivan Valente, do PSOL, junto a Ministérios  do governo Bolsonaro, e levantadas na reunião de ontem na Câmara Federal, sob o título: Arma é dinheiro. Veja quem são os lobistas de quem Ivan Valente falou ontem.

“Ontem, na Câmara, o deputado Ivan Valente, do PSOL, cobrou de Sérgio Moro explicações sobre a presença de lobistas das fábricas de armas no seu e em outros gabinetes.

Moro disse que não recebeu ninguém do setor.

Época teve acesso à lista de Valente e confirmou:  representantes de empresas de armas foram recebidos na Casa Civil, no Ministério da Justiça e no Ministério da Defesa 29 vezes nos cinco primeiros meses do governo Bolsonaro — em média uma vez a cada cinco dias.

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“PROGRAMA: MINHA ARMA, SUA VIDA”

Reproduzo abaixo o artigo de Julio Abramczyk

Leis que liberam armas podem aumentar número de mortes

Por Julio Abramczyk/Da Folha

O médico Eric Fleeger, do setor de emergência do Hospital Infantil de Boston, EUA, está preparando um livro sobre prevenção de danos em jovens e crianças por armas de fogo.

No Jama Internal Medicine deste mês destaca a paralisação da América em relação aos tiroteios em massa, que se tornaram comuns nos Estados Unidos. Ocorrem tanto em casas de culto religioso, como em escolas ou residências.

Há leis, afirma Fleeger, que provocam mais mal do que bem. Em estados, nos EUA, onde é permitida a posse de armas por critérios mínimos, observa-se aumento de 11% na taxa de homicídios por armade fogo.

A lei “Stand your ground” (defenda seu terreno), que dá imunidade legal a pessoas que usam força letal em autodefesa, foi associada a um aumento de cerca de 30% na taxa de homicídios.

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RETÓRICA DE CAMPANHA ACORRENTA BOLSONARO DIANTE DA TRAGÉDIA

Postado Por Blog do Valentin 

Por Valentin Ferreira

O fato em si, grita por socorro.

Enquanto que por diversas vezes vimos imagens de massacres perpetrados contra escolares, por  exemplo dos EUA, parecia coisa de filmes. Agora, já com certa frequência estúpida, vimos as mesmas imagens, aqui, perto de nós, no Brasil. No Brasil que – ainda – não tem tantas armas à disposição das pessoas como lá tem. Reforce-se, ainda.

Que relações guardam esses episódios? Para uma resposta complexa não bastam conjecturas. Análises irão brotar de páginas e telas. Mas a dor cruel que suportam as famílias que choram,  é que precisa chegar até os escalões  que continuam a  estender o dedo indicador e empinar o polegar espalhando sementes, que fazem aflorar mentes doentias.

No  artigo de Bruno Boghossian na Folha de hoje, a mostra da surpresa e a tardia reação de um governo “acorrentado pelo discurso” e pela escassez de governo.

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