A BALADA DO MENINO TRISTE

Bolsonaro na cerimônia de Sanção do PLN para Obras do Metrô de BH no dia 30 de setembro (Isac Nóbrega/PR)

Ricardo Soares*

Houve um tempo em que uma balada era apenas um gênero literário ou uma composição musical de forma indefinida e não esse sinônimo mequetrefe para festa, ajuntamento. Seja qual for a designação correta, todas servem para definir a triste e hedionda cena que o mundo viu semana passada quando o pior presidente de nossa história mais uma vez expôs uma criança fardada empunhando arma, dessa vez em Belo Horizonte.

A cena, sob todos os pontos de vista é degradante, inaceitável, O Comitê da ONU dos Direitos da Criança emitiu uma declaração nessa terça-feira (5), em Genebra, em que condena a atitude do nosso genocida de exibir uma criança vestida com farda da Polícia Militar mineira, empunhando uma arma de brinquedo. Pior que não foi a primeira vez e nem será a última e sequer nos estarrece, diante da imensa lista de inomináveis tolices que comete esse elemento que muitos nomeiam de “presidente”.

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ARMAS NÃO!

Da Mídia Ninja

Uma pesquisa inédita, revelada na Revista Época, mostrou que 72% dos brasileiros são contra a flexibilização da compra e do uso de armas, objetivo central dos decretos editados por Jair Bolsonaro e parcialmente suspensos por decisão de Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira 12 de abril.

Os números foram levantados pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), onde 86% se disseram contra a permissão de que cidadãos comuns possam circular com duas armas ao mesmo tempo. Há ainda 81% que desaprovam o aumento de quatro para seis no número de armas que se pode comprar. Outros 88% são contrários à elevação da quantidade de armas que podem ser obtidas por caçadores, colecionadores e atiradores.

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ANTES QUE SEJA TARDE

Por Fernando Brito

Ex-ministro dá nome aos bois: decretos da armas preparam ‘guerra civil’

O fato de ter sido ministro da Defesa e de Segurança Pública dá peso muito forte à carta aberta enviada por Raul Jugmann ao Supremo Tribunal Federal dizendo, afinal, o que é óbvio: que a ampliação, nas quantidades e nos calibres autorizados por Jair Bolsonaro tornam “inafastável a constatação de que o armamento da cidadania para “a defesa da liberdade” evoca o terrível flagelo da guerra civil, e do massacre de brasileiros por brasileiros, pois não se vislumbra outra motivação ou propósito para tão nefasto projeto”.

Bolsonaro está criando, nas barbas do Legislativo, do Judiciário e do próprio Exército Brasileiro, o núcleo essencial de milícias armadas, travestindo de “caçador”, colecionador e atirador esportivo os que serão os donos de verdadeiros paióis de armas e munições de grosso calibre.

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