“A CAMPANHA DA FRATERNIDADE PÕE O DEDO NA FERIDA”

“Homicídios [de LGBTs] são efeitos do discurso de ódio e do fundamentalismo religioso”, diz texto-base da campanha

Ao condenar a violência contra LGBTs, texto-base da campanha deste ano despertou a ira de católicos conservadores. À DW Brasil, padre diz que polarização gerada pelo governo Bolsonaro impulsionou escolha do tema.

Por Deutsche Welle

A defesa explícita e inédita da população LGBT provocou a ira de conservadores brasileiros contra os organizadores da Campanha da Fraternidade, projeto realizado anualmente desde a década de 1960 pela Igreja Católica no Brasil.

O texto-base deste ano, cujo tema reforça a importância do diálogo frente à polarização, ainda ressalta que mulheres, especialmente as negras e as indígenas, são as maiores vítimas do “sistema de violência” no Brasil, e enaltece a importância das políticas de defesa dos direitos humanos.

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BRASIL: 17 MIL CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA POPULAÇÃO DE RUA EM 3 ANOS

Postado por Blog do Valentin

Por Leonardo Sakamoto em seu Blog

Ministério da Saúde registrou 17.386 casos de violência em que a motivação principal foi a condição de situação de rua da vítima entre 2015 e 2017. Negros e pardos (54,8% do total), jovens entre 15 e 24 anos (38,1%) e heterossexuais (65,2%) são os principais grupos atingidos. Apesar das mulheres serem minoria nas ruas, segundo censos e levantamentos junto a esse público, elas representam 50,8% das vítimas.

A principal violência sofrida é a física, que foi relatada por 92,9% dos casos notificados, enquanto a psicológica e moral atingiu 23,2% dos casos, a sexual, 3,9%, e a tortura, 3,8% – lembrando que mais de um abuso pode ter acontecido simultaneamente. A maior parte dos autores da violência é desconhecida (37%), seguida de amigos ou conhecidos (33,7%), familiares (6,1%) e o atual parceiro (5,4%).

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APOCALIPSE TUPINIQUIM E SUAS BESTAS

Por Valentin Ferreira

O médico e cientista Miguel Nicolelis também reagiu neste sábado 29, pelo Twitter, à proposta anunciada por Jair Bolsonaro de editar um decreto para facilitar o porte de armas no País, liberando-o ao cidadão que não tiver antecedentes criminais.

“Reduzir exigências para porte de arma num país onde mais de 60 mil pessoas são assinadas por ano? Como é possível tanta loucura?”, indagou o pesquisador.

Uma das respostas recebidas por Nicolelis na rede social foi do teólogo e escritor Leonardo Boff: “Caro Nicolelis, Bolsonaro pratica uma necropolítica, uma política de morte aos homoafetivos, aos quilombolas e agora põe armas na mão do povo para que? há demasiados assassinatos. Se crescer o número Bolsonaro não fica imune de coresponsabilidade”.

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BRASIL É O PAÍS COM MAIS MORTES DE DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS E AMBIENTAIS

Postado por Valentin Ferreira

O Brasil é o país que contabilizou o maior número de assassinatos de defensores de direitos humanos e socioambientais em 2017. Os dados são do relatório anual da Global Witness, organização internacional fundada em 1993, que será lançado nesta terça (24). Segundo o levantamento, 207 ativistas foram mortos em cerca de 22 países.

COVA RASA

No Brasil foram contabilizados 57 assassinatos. Nas Filipinas, segunda colocada, foram registradas as mortes de 48 pessoas, o maior número já documentado em um país asiático. O México e o Peru tiveram um aumento nos assassinatos com relação a 2017: de três para 15 e de dois para oito, respectivamente.

Da Folha S.Paulo / Leia a coluna completa aqui.

 

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