OMS LANÇA CAMPANHA PARA AJUDAR FUMANTES A DEIXAR O HÁBITO

IMAGEM: Agencia Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou hoje (8) campanha, que vai durar um ano, em que desafiará 100 milhões de pessoas em todo o mundo a tentar parar de fumar com a ajuda das redes sociais.

A campanha, centrada especialmente em países que mantêm elevado número de fumantes (Estados Unidos, México, China, Brasil e Alemanha, entre outros), vai promover a criação, em redes sociais de comunidades que estão abandonando o hábito de fumar, para que se apoiem mutuamente nesse desafio e partilhem informações.

Outro objetivo é aumentar o acesso a serviços de apoio para deixar de fumar e “conscientizar sobre as táticas usadas pelas empresas de cigarros”, disse a OMS em comunicado.

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CORAGEM!

Movimentação nos terminais de embarque e desembarque de barcos em Belém. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por Paulo Nogueira Batista Jr.

Qualquer civilização cabe nos abismos da história. Digito essa frase apocalíptica e paro, um pouco constrangido. Brasileiro, verdade seja dita, não tende à generalização. Nossa contribuição à filosofia da história, e à filosofia em geral, é próxima de zero. Portanto, é o destino da civilização brasileira que nos angustia. Agora mais do que nunca. Estamos sem reservas espirituais, sobrecarregados com desafios e problemas próprios. As outras civilizações que cuidem de si mesmas.

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MEDO DA MORTE NA PANDEMIA OFERECE UMA CHANCE DE RECONSIDERAR A VIDA, DIZ PROFESSOR DE FILOSOFIA

Pedro Duarte,professor de filosofia da PUC-Rio, prepara o livro “A Pandemia e o Exílio do Mundo” (ed. Bazar do Tempo), do qual este ensaio faz parte

Professor de filosofia analisa a sensação de medo da morte e de angústia intensificada nos últimos meses pelo coronavírus, o que nos leva a pensar na finitude da vida e em nossa liberdade no mundo, no significado do que fazemos e queremos, processo no qual a escrita tem papel essencial de dar forma ao que vivemos e anunciar o que está por vir.

“Para mim, em breve, será só escuridão.” Essas foram as palavras que Sérgio Sant’Anna escolheu para terminar seu conto publicado na Folha no dia 26 de abril. O texto recorda um treino de futebol do seu amado Fluminense nos anos 1950 e impressiona pelos detalhes. O golpe de mestre, entretanto, está no narrador: a trave. Quem nos conta o conto é a trave do gol.

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A SOLUÇÃO ESTÁ DEBAIXO DE SEUS PÉS

Primeiro, cuide da paciência; segundo, paciência; terceiro, paciência (Unsplash/ Jeremy Thomas

Paciência ajuda a transformar situações terríveis em experiências valiosas

Por Eleonora Santa Rosa*

Esta semana começou com o forte desejo de deslocamento, de reencontro com amigos queridos, poucos, afinal a pandemia também serviu para mostrar a face mesquinha e desleal de alguns tantos, a turma da farinha pouca meu pirão primeiro, e com o sentimento de saturação, desassossego com a situação do país, dos mais afligidos, das hordas de gentes mal consideradas e tratadas por governos de araque, corruptos, que roubam respiradores, fraudam auxílios emergenciais, massacram indígenas e ribeirinhos, afrontam a história e as raízes de nossa cultura, desprezam a arte e cospem nos artistas, que consideram o uso de máscara “coisa de viado”, de brutamontes ignorantes erigidos a líderes partidários, de tipos grosseiros, desqualificados, militantes incansáveis da política de achincalhes e ofensas pelas redes sociais, enfim, de país que purga, de modo doloroso e cruel, seus erros, suas omissões, seu jeitinho, sua imodéstia e sua falta de responsabilidade cívica.

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